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Dr. Arthur Vicentini
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CRM: 15.4086

Qual a função da laringe e quais as doenças relacionadas a ela?

A laringe é um órgão localizado na região anterior do pescoço. Participa da fala, respiração e faz a conexão da faringe com a traqueia. Como outras estruturas do corpo humano, pode ser acometida por diversos tipos de problemas, tais como inflamações, pólipos e nódulos.

A imagem mostra uma ilustração da cabeça e pescoço de um corpo humano, com destaque na laringe.

As dinâmicas da fala e da respiração dependem, entre outras estruturas anatômicas, daquelas que estão localizadas na região do pescoço. A laringe é uma delas e participa desses dois processos.

Ela é um órgão pequeno, mas muito importante, e que não está livre de doenças e problemas funcionais. Por isso, é preciso cuidar da sua saúde e identificar possíveis sintomas para procurar ajuda de um Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

Preparamos este artigo para explicar quais são as funções da laringe e apresentar alguns dos problemas e doenças que podem afetar esse órgão e as cordas vocais. Continue lendo para aprender um pouco mais sobre esse tema!

A função da laringe

A laringe é um órgão em forma de cone que se localiza na região anterior do pescoço. Ela permite a passagem do ar quando respiramos e também impede que corpos estranhos adentrem as vias respiratórias inferiores, causando infecções nos pulmões.

A laringe também nos proporciona a fala, através de um complexo processo de movimentação das pregas vocais (também conhecidas como cordas vocais, que se localizam no interior da laringe) e vibração de estruturas. Quando o ar passa pela laringe faz vibrar essas estruturas possibilitando emitirmos sons. Tudo isso é complementado pelos movimentos das estruturas faríngeas, nasais e orais, através das quais articulamos as palavras.

Doenças que afetam a laringe

Perceba que a laringe tem funções muito importantes, não estando isenta da manifestação de problemas e doenças. Afinal, respiramos 24 horas por dia e utilizamos bastante nossa voz, o que pode causar lesões e favorecer patologias.
A seguir você confere algumas doenças e problemas que atingem este órgão tão importante para nossas vidas.

Laringite

A laringite é um tipo de inflamação que pode se manifestar na forma aguda, quando provocada por fungos, vírus e bactérias; ou pode ser crônica, desencadeada pelo contato ou exposição a agentes físicos e químicos. Causa dificuldade para engolir e respirar, tosse dor de garganta, rouquidão e febre. O refluxo gastroesofágico também pode provocar laringite, sendo essa uma queixa muito comum em nosso dia-a-dia do consultório.

Granuloma

Lesão benigna que se forma devido à cicatrização dos tecidos da laringe ao sofrer um trauma, como durante a intubação orotraqueal. Também pode se relacionar ao refluxo faringolaríngeo e ao tabagismo. Provoca dor ao falar, desconforto na garganta, rouquidão e, em alguns casos, tosse com sangue.

Paralisias

A laringe se encontra conectada a nervos, responsáveis por sua sensibilidade e motilidade. Quando essas estruturas são acometidas por traumas cirúrgicos, tumores ou mesmo infecções, podem surgir paresias ou paralisias do órgão. Entre outras complicações, provoca comprometimento da qualidade vocal e risco de aspiração de conteúdo salivar / alimentar.

Papilomatose da laringe

Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em crianças e também mais grave do que em adultos. Trata-se de uma lesão benigna provocada por um vírus do grupo HPV. Atinge a mucosa da laringe provocando tumores agrupados como um cacho de uva. Altera progressivamente a voz, podendo levar à perda dela, e obstrui as vias respiratórias. Por vezes, cursa com tratamento cirúrgico repetido, devido à sua condição de altas taxas de recidiva.

Nódulos vocais

São “caroços“ que se formam em ambas cordas vocais, apresentando um aspecto simétrico. Se desenvolvem por causa de traumas em função do uso inadequado da voz. É uma lesão benigna, mas que pode comprometer a qualidade da voz. Bastante comum em cantores, professores, locutores, mulheres e crianças.

Pólipos vocais

Também classificados como lesões benignas, os pólipos se formam secundariamente como resultado de inflamações ou de trauma nas pregas vocais, por causa do uso inadequado da voz. Podem, ainda, ser consequência do refluxo gastroesofágico, tabagismo e lesões pré-existentes. São uma espécie de “verruga” pediculada que afeta uma ou as duas pregas vocais.

Edema de Reinke

Afeta o espaço de Reinke da prega vocal (uma camada superficial que ajuda na vibração da mesma), atingindo geralmente os dois lados. É uma lesão com aspecto gelatinoso que se manifesta mais comumente em mulheres tabagistas na meia idade. Causa tonalidade mais grave para voz, e pode provocar dificuldade para respirar quando atinge dimensões maiores.

Leucoplasias

Manifestam-se na superfície das cordas vocais, mas também podem se desenvolver em toda a mucosa das vias aéreas superiores. Esse problema consiste em uma lesão branca e espessa que se forma por causa de uma inflamação contínua e intensa. Requer acompanhamento constante e, muitas vezes, ressecção cirúrgica, por se tratarem de lesões pré-malignas, com risco aumentado de evoluir para câncer.

Neoplasias malignas

Nome utilizado pelos profissionais de saúde para se referir ao câncer. Tem como causa principal o consumo de álcool e tabaco, podendo haver casos não relacionados a esses hábitos. Os sintomas mais comuns no início do problema são rouquidão e alterações respiratórias. Sintomas como dor no ouvido também são relatados.

 Você viu que as doenças que afetam a laringe e as cordas vocais manifestam diversos sintomas. Por isso, caso você perceba algum deles, procure um Cirurgião de Cabeça e Pescoço para fazer uma investigação completa.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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