Pós-operatório da cirurgia para Câncer de Laringe

Existem diversos tipos de cirurgia para o câncer de laringe. Entre elas, a cirurgia aberta, através de incisões na região do pescoço para acessar a laringe.

Outra técnica bastante empregada é a da cirurgia endoscópica (por dentro da boca) para acessar a região do tumor e removê-lo com uma margem de segurança.

Cada tipo de cirurgia, tanto as abertas quanto as endoscópicas, tanto as totais quanto as parciais, possuem detalhes importantes de pós-operatório.

Como funciona o pós-operatório?

Traqueostomia

Nas cirurgias abertas em que o tumor é relativamente grande, o paciente fica com uma traqueostomia. Ela consiste em um orifício na região cervical anterior, onde é colocado um dispositivo de plástico ou metálico, para que o ar passe por essa região e seja transportado do ambiente externo para o pulmão, e vice-versa.

Nas laringectomias totais e em determinados casos de laringectomias parciais, a traqueostomia é definitiva, ou seja, o paciente ficará com ela para sempre e não terá conexão das vias respiratórias do pulmão com as vias respiratórias altas (boca e nariz).

Em outros pacientes, essa traqueostomia é temporária. Depois de certo tempo, com treinamento, fonoterapia, acompanhamento médico e com nutricionista, é possível determinar a retirada da traqueostomia. Normalmente, o fechamento do traqueostoma ocorre de forma natural, não precisando de pontos ou outras abordagens.

Repouso

Os principais cuidados no pós-operatório das laringectomias, tanto as abertas quanto as fechadas, deve compreender repouso para que o paciente tenha uma cicatrização adequada.

Alimentação

É necessário ter uma atenção maior à alimentação. Muitos pacientes em pós-laringectomia necessitam de uso de vias alternativas para se alimentar, que pode ocorrer através de gastrostomia ou de uma sonda que vai do nariz até o estômago (sonda nasoenteral). Esse cuidado serve para impedir que o alimento passe pelo local onde esteja ocorrendo a cicatrização e evite infecções, abertura dos pontos ou fístulas.

Esforços

Além das medidas citadas acima, o paciente deve evitar esforços físicos, esforços vocais, gritos, cantar e grandes movimentos do pescoço, para que ocorra uma boa cicatrização e a região desinche sem problemas.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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