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O que são tumores de glândulas salivares e como tratar?

As glândulas salivares, com o próprio nome diz, são responsáveis pela produção de saliva. Como em qualquer outro órgão do nosso corpo, podem se desenvolver nódulos e tumores, que podem ser benignos ou malignos, sendo importante fazer o seu tratamento pelo risco de causarem complicações para a saúde.

A imagem mostra uma ilustração digital de um humano, ele está de lado e há um destaque em vermelho para as glândulas salivares.

Você sabia que as glândulas salivares também podem desenvolver tumores? Os mais comuns são os tumores benignos e que se localizam nas glândulas salivares maiores (principalmente a parótida), trazendo riscos como aumento progressivo de volume e obstrução dos canais salivares. Mas também existem os nódulos malignos, que quando não tratados, podem originar maiores repercussões à saúde do indivíduo.

Como existem diferentes fatores que levam à formação desses tumores, o tratamento é variado, sendo indicado de acordo com a causa, também conforme a necessidade e quadro clínico de cada pessoa, mas explicaremos com mais detalhes ao longo do artigo. Continue lendo para conferir!

1 – O que são tumores de glândulas salivares?
1.1 – Tumores benignos
1.2 – Tumores malignos
2 – Como esses tumores são tratados?

O que são tumores de glândulas salivares?

As glândulas salivares se localizam na região da face / pescoço e estão relacionadas ao início do trato digestivo. Elas são compostas por diversos tipos de células que, combinadas, desempenham a função de secretar saliva. A maior incidência de nódulos e tumores de glândulas salivares se dá nas glândulas parótidas, sendo que 85% dos casos são diagnosticados nelas. Entretanto, as submandibulares, as sublinguais e as glândulas salivares menores também desenvolvem podem ser sítio de surgimento de tumores, porém em uma proporção menor.

Esses tumores podem ser benignos ou malignos como você confere a seguir.

Tumores benignos

A maioria dos casos de tumores nas glândulas salivares é benigna, sendo aproximadamente 75 a 80%. Tem como característica ser um tumor solitário, móvel, indolor, apresentar crescimento lento e não apresentar sinais de invasão de estruturas adjacentes. Habitualmente, utilizamos a regra de que quanto maior a glândula salivar onde surge o nódulo, menor a chance de ele ser maligno.

São tumores benignos das glândulas salivares:

  • adenoma pleomórfico;
  • adenoma monomórfico;
  • cistadenoma papilar linfomatoso (Tumor de Warthin);
  • oncocitoma.

As principais preocupações relacionadas aos tumores benignos das glândulas salivares são seu crescimento (com consequente distúrbios funcionais e estéticos que podem causar), risco de malignização (como ocorre com os adenomas pleomórficos de longa data, com transformação para carcinomas ex-adenomas) e incerteza diagnóstica (por vezes, é difícil precisar quanto à benignidade de uma lesão antes de sua remoção)

Tumores malignos

Os tumores malignos caracterizam o câncer nas glândulas salivares. Esses nódulos são mais firmes (endurecidos, por vezes), geralmente com contornos mal definidos e se mantêm fixos em relação às demais estruturas e levam a invasão das mesmas, com possibilidade de paralisia dos nervos da região. Também crescem de forma rápida e repentina.

São exemplos tumores malignos das glândulas salivares:

  • carcinoma mucoepidermoide;
  • carcinoma adenoide cístico;
  • carcinoma de células acinares;
  • carcinoma ex-adenoma.

Nesse último caso, consiste em um adenocarcinoma que evolui a partir de um tumor benigno, como já citado acima.

Como esses tumores são tratados?

Para alguns pacientes existe um diagnóstico diferencial em relação à formação dos tumores nas glândulas salivares. Isso porque inflamações, como as parotidites, além da formação de cálculos salivares, podem levar a inchaços e nódulos.

Sendo assim, é preciso consultar o Cirurgião de Cabeça e Pescoço para que ele faça exames e defina o diagnóstico, com a respectiva proposta terapêutica, que pode ser desde uma biópsia para a remoção do nódulo até o uso de medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos.

Entretanto, quando se trata de fato de um tumor, geralmente o tratamento mais recomendado é a cirurgia. Ela é feita com o objetivo de remover o nódulo, bem como a glândula que foi acometida por ele.

De toda forma, a técnica que será utilizada e a extensão da cirurgia dependem da glândula que foi afetada e da extensão do problema. Já no caso dos tumores malignos, é considerado, ainda, o estádio da doença e o acometimento de estruturas ao redor, sendo possível que haja necessidade de esvaziamentos cervicais associados.

Após o tratamento cirúrgico, pode ser necessária a realização de medidas complementares, como a quimioterapia, imunoterapia e/ou radioterapia, com intuito de reduzir os riscos de persistência / recidiva da doença.

O tratamento cirúrgico precisa ser feito por um Cirurgião de Cabeça e Pescoço experiente e bem preparado, uma vez que há o risco de comprometimento dos nervos e outras estruturas nobres da região. Por isso, conte sempre com o suporte de um bom especialista.

Ao perceber a formação de caroços ou inchaços na face ou na região abaixo da língua, é fundamental consultar o Cirurgião de Cabeça e Pescoço o quanto antes. Afinal, os tumores podem ser benignos, mas existe o risco de malignidade. Portanto, diagnóstico e tratamento precoces são indispensáveis.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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