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Dr. Arthur Vicentini
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CRM: 15.4086

Para que serve a glândula submandibular? Descubra!

A glândula submandibular é uma glândula salivar, ou seja, é responsável por produzir e liberar a saliva para a cavidade oral.

Muitas vezes, quando tudo está bem, não pensamos muito nas funções vitais de nosso organismo e em como elas ocorrem em nosso corpo. É o caso da alimentação, que envolve muitos processos. Um dos primeiros deles, é a produção de saliva, que acontece nas glândulas salivares. Como veremos abaixo, existem diversas glândulas salivares em nosso organismo, sendo as principais as glândulas parótidas, as submandibulares e as sublinguais, além das glândulas salivares menores.

As glândulas submandibulares encontram-se como o próprio nome sugere, abaixo da mandíbula.

Na verdade, temos duas dessas glândulas, uma de cada lado da face. Elas têm um importante papel na produção da saliva por causa do grande volume dela que produzem. Por isso, é preciso cuidar da sua saúde para garantir o bom funcionamento destas estruturas.

Preparamos este artigo para que você conheça melhor as funções das glândulas submandibulares, a importância delas e ainda os problemas que podem afetá-las. Continue lendo e veja:

1. Qual é a função da glândula submandibular?

2. Por que essa glândula é importante? 

3.Quais problemas podem atingi-la?

Qual é a função da glândula submandibular?

A saliva faz parte do processo de digestão, sendo um importante componente dele. É através da saliva que umidificamos o alimento que colocamos na boca, facilitando a mastigação e deglutição. Outra função da saliva é iniciar a digestão de carboidratos através de enzimas como a amilase.

A produção de saliva acontece nas glândulas salivares, sendo as maiores as parótidas, submandibulares e sublinguais. Existem, ainda, as glândulas salivares menores, espalhadas pelo palato (“céu da boca”), soalho oral, revestimento interno das bochechas e outras regiões.

As glândulas submandibulares, em número de dois, uma de cada lado da face, localizadas logo abaixo da mandíbula (osso que faz o contorno inferior da face e o queixo) são a segunda maior estrutura produtora de saliva que temos, sendo responsáveis por grande parte da origem dela.

Após ser produzida, a saliva passa pelo ducto submandibular, canal que leva a saliva da glândula até a boca, em si. A saída da saliva para a cavidade oral, pelo ducto submandibular se dá próximo aos dentes de mais anteriores da arcada dentária inferior, localizadas uma em cada lado do freio da língua, embaixo da mesma.

Por que essa glândula é importante?

Cerca de 30% da saliva são produzidos pelas glândulas submandibulares, por isso, elas têm um papel importante na produção desse fluido. A saliva é um líquido fundamental que mantém a hidratação da mucosa oral, participa do processo digestivo e ainda contribui com o equilíbrio da saúde da boca.

Uma produção adequada de saliva é o que garante que as gengivas, a face interna das bochechas e a língua permaneçam úmidos enquanto falamos e mastigamos. Também previne a xerostomia, quadro mais conhecido como boca seca, que costuma ser bastante desagradável.

Em relação à digestão, a saliva tem o importante papel de dar início ao processamento dos alimentos. Ela também garante a textura adequada para que eles possam ser macerados e depois deglutidos.

A saliva produzida pela glândula submandibular tem uma forte influência na saúde bucal. Isso porque ela é composta por sais minerais e participa do processo de mineralização do esmalte dentário. Mas não é só isso, pois atua como um agente natural de limpeza da boca. É composta por anticorpos que ajudam a manter a microbiota da boca em equilíbrio.

Sendo assim, quando a glândula submandibular apresenta qualquer tipo de mau funcionamento o impacto na produção de saliva pode ser grande. Consequentemente, há prejuízos diversos por causa das várias funções que esse fluido exerce.

Quais problemas podem atingir essa glândula?

A glândula submandibular, assim como qualquer outra estrutura do corpo humano, pode ser acometida por diversos problemas. Tumores de origem benigna ou maligna podem surgir, sendo que os tumores benignos predominam nessa topografia.

Outra alteração bastante comum é a formação de cálculos, da mesma forma como acontece em outros órgãos, como os rins ou a vesícula.

Neste caso, os cálculos se formam, por exemplo, por causa da cristalização dos sais minerais da saliva. As principais causas deste problema se relacionam com desidratação, produção insuficiente de saliva, estreitamentos/obstrução do canal salivar, má higiene da cavidade oral e etc.

Essas pedras causam a obstrução dos ductos, impedindo que o fluido circule. Isso causa dores e inchaços na região.

Existem casos em que a glândula submandibular é atingida por inflamações e infecções, causadas por microorganismos como vírus e bactérias. Porém, a obstrução provocada pelos cálculos também pode desencadear processos inflamatórios.

Em casos de cálculos, existem diversos tratamentos, desde o acompanhamento conservador até a retirada dos cálculos ou da própria glândula submandibular. Quando se trata de tumores, tanto os benignos quanto os malignos, o tratamento de escolha também costuma ser cirúrgico, mas cada caso precisa ser avaliado de forma individual para melhores resultados. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores as chances de sucesso no tratamento.

Para manter um bom funcionamento das glândulas submandibulares, algumas medidas preventivas podem ser adotadas:

  • beber pelo menos 2 litros de água por dia;
  • manter uma alimentação saudável e equilibrada;
  • evitar o tabaco e o álcool em excesso;
  • manter uma boa higiene oral.

 Não se esqueça da importância de consultar o médico e o dentista regularmente, porque ambos profissionais são indispensáveis para contribuir com as ações preventivas. Fique atento a possíveis sintomas, como redução do fluxo salivar e formação de nódulos ou inchaços. Caso perceba esses sinais, procure o Cirurgião de Cabeça e Pescoço de sua confiança.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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