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Dr. Arthur Vicentini
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CRM: 15.4086

Íngua no pescoço: entenda o que é e quais são as causas

Íngua é o nome popular pelo qual chamamos o aumento dos linfonodos de alguma região do corpo. Os linfonodos, também chamados popularmente de “gânglios linfáticos”, podem aumentar por diversos motivos. Entre os mais comuns, estão processos inflamatórios e infecções bacterianas, fúngicas ou virais, bem como problemas mais graves.
A imagem mostra uma médica examinando o pescoço de um paciente.

Os linfonodos estão espalhados por todo o corpo humano. Eles são responsáveis por filtrar a linfa, um líquido que circula por nosso organismo e fazem parte do sistema imunológico. É por isso que podem desencadear a formação de ínguas.

Quando esses inchaços surgem, é muito comum o indivíduo ficar assustado, mas nem sempre o caroço é indício de algum problema grave. De toda forma, é fundamental ficar atento à evolução do quadro e procurar ajuda médica sempre que houver uma suspeita.

Preparamos este artigo para explicar um pouco mais sobre as ínguas no pescoço e o que podem causá-las. Então, continue lendo para conferir:

1. O que é uma íngua?
2. Quais são as causas de íngua no pescoço?
3. Quando é preciso se preocupar com a íngua no pescoço?

O que é uma íngua?

Os linfonodos estão relacionados ao sistema de drenagem linfática e fazem parte do sistema imunológico. A função dos linfonodos é filtrar a linfa, um líquido que circula pelo nosso corpo e que contém resíduos produzidos pelo metabolismo.

Quando há uma inflamação ou infecção em curso, por exemplo, podem surgir caroços na virilha, pescoço ou axilas. Essa condição recebe o nome técnico de linfonodomegalia, mas é popularmente conhecida como “íngua” e acontece porque os gânglios linfáticos aumentam de volume quando são estimulados a trabalhar mais, como quando há presença de bactérias e outros micro-organismos na linfa.

Em geral, as linfonodomegalias reacionais acontecem próximas ao ponto de infecção primária, mas podem ocorrer aumentos dos linfonodos em várias regiões simultaneamente, em outras situações.

Quais são as causas de íngua no pescoço?

As ínguas que se formam na região do pescoço podem ser decorrentes de diferentes causas. Como dito, geralmente estão relacionadas com inflamações e infecções, por isso, elas podem se manifestar em diferentes quadros benignos, não gerando qualquer complicação maior para a saúde.

Mesmo simples quadros de gripes e resfriados podem levar à formação de nódulos. Nesse caso, acontece por causa de um processo inflamatório relacionado à presença do vírus que desencadeou a doença. As inflamações na garganta são mais um motivo para a formação de íngua no pescoço.

Ela costuma se manifestar em quadros de faringite ou qualquer tipo de infecção bacteriana que atinja essa região, como uma amigdalite. Uma vez que o sistema imunológico está trabalhando para combater a infecção, os linfonodos precisam trabalhar mais e aumentam seu volume.

Até mesmo uma infecção no ouvido pode levar à formação de ínguas no pescoço. O processo se dá da mesma forma como as inflamações da garganta, mas nesse caso os caroços são percebidos geralmente atrás das orelhas.

Perceba que em todos esses exemplos a formação da íngua não traz maiores repercussões, já que é uma condição secundária e que tende a cessar espontaneamente, após algum tempo da resolução da infeção que a originou. Porém, nem sempre esse caroço está relacionado com quadros benignos.

Quando é preciso se preocupar com a íngua no pescoço?

Além da formação de um caroço, algumas ínguas podem ser dolorosas. É normal a manifestação de dor nesses quadros, mas o incômodo ameniza gradativamente. A duração de uma íngua benigna costuma ser de, no máximo, um mês, podendo ser um tempo bem menor do que isso, a depender do caso.

De toda forma, é preciso ter atenção porque, como você viu, a formação de ínguas é desencadeada também por causas mais graves. Aumentos persistentes de linfonodos em qualquer região do organismo podem estar associados a doenças infecciosas como tuberculose, doenças fúngicas e até virais (HIV, por exemplo); podem estar relacionadas a doenças autoimunes (quando o sistema imunológico ataca partes do próprio organismo) e até tumores (sejam eles primários do sistema linfático – linfomas – ou de outras regiões – metástases.

Uma íngua pode trazer sinais de preocupação quando persiste por período prolongado e/ou quando está associada a outros sintomas, tais como febre, sudorese excessiva, perda de peso, dor, engasgos, falta de ar e etc.

As características do nódulo também precisam ser avaliadas para saber se é necessário uma atenção maior.

Quando a íngua tem causas mais graves ela pode medir mais de 2,5 cm, se apresentar como um caroço duro e que não se move (aderido à pele ou outras regiões mais profundas). Além disso, o quadro requer atenção quando surgem diversos nódulos em partes diferentes do corpo.

O ideal é sempre consultar o Cirurgião de Cabeça e Pescoço para obter um diagnóstico preciso. Afinal, a íngua pode ser apenas um sintoma de quadro benigno, mas também um sinal de alerta que o corpo está emitindo. Por isso, uma avaliação das condições de saúde é indispensável para ter certeza do quadro e da melhor abordagem para cada paciente.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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