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Entenda as causas da íngua no pescoço e saiba como tratar

O aumento de volume dos linfonodos, chamado no meio médico de linfonodomegalia, é conhecido popularmente como íngua. Consiste no aumento dos linfonodos dessa região, o que é causado por quadros como inflamações e infecções, que fazem com que essas estruturas trabalhem mais e, com isso, fiquem maiores do que o normal.

A formação de um caroço no pescoço pode causar preocupações, mas os quadros de íngua nessa região do corpo são bastante comuns, e muitas vezes relacionados a quadros benignos. Afinal, até mesmo um resfriado pode levar à manifestação desses nódulos.

Entretanto, existem situações em que é preciso buscar a ajuda de um especialista, porque o aumento dos linfonodos no pescoço também pode ser o sintoma de uma condição um pouco mais preocupante, como doenças autoimunes e até mesmo tumores.

Neste artigo falaremos sobre as principais causas da íngua que se forma na região do pescoço e também das suas formas de tratamento. Continue lendo para conferir:

1 – Causas da íngua no pescoço
1.1 – Condições benignas e comuns
1.2 – Fatores que exigem atenção
2 – Tratamento para as ínguas no pescoço

Boa leitura!

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Causas da íngua no pescoço

Todos nós temos, aproximadamente, 2.000 dessas estruturas em nosso organismo, sendo que ao redor de 300 (15%) delas ficam no pescoço. A função dos linfonodos é filtrar a linfa, um líquido presente em todo o corpo humano e que contém resíduos gerados pela ação do metabolismo. Essas estruturas atuam de forma direta com o sistema de drenagem linfática e fazem parte do sistema imunológico.

Quando ocorre uma infecção no organismo, seja de origem viral, fúngica ou bacteriana, o sistema imunológico reage, e isso faz com que os linfonodos trabalhem. Essa condição leva à linfonodomegalia, ou seja, formação de ínguas no pescoço ou em outras regiões, como axila e virilha (região inguinal).

As causas da íngua no pescoço, como explicamos na introdução, podem ser benignas ou mais graves. A seguir, falamos sobre essas condições comuns que provocam inchaço nos linfonodos e também dos quadros que exigem um pouco mais de atenção. Acompanhe!

Condições benignas e comuns

As gripes e resfriados são provocados por diferentes tipos de vírus. Da mesma forma, infecções bacterianas como nas amigdalites também são comuns. O próprio organismo se encarrega de desenvolver defesas para combater esses agentes invasores. Essa reação do sistema imunológico exige um esforço maior por parte dos linfonodos, por isso, são condições benignas que provocam íngua no pescoço.

A esse mecanismo, chamamos de linfonodomegalia reacional. Na maior parte das vezes, o aumento dos linfonodos é transitório, sendo que eles regridem sozinhos. Em algumas situações, pode ser que persistam alguns linfonodos pouco aumentados, mas não é de se causar preocupações, uma vez que não haja aumento progressivo ou outros sintomas associados.

Fatores que exigem atenção

Quando a íngua no pescoço acontece em decorrência de problemas benignos e mais corriqueiros, a tendência é de que ela desapareça sozinha assim que a saúde é estabilizada. Gradativamente o incômodo reduz e em um máximo um mês o caroço desaparece.

É preciso ter uma atenção maior quando a linfonodomegalia se mostra um quadro persistente e progressivo. Isso porque pode indicar uma condição que exige atenção especial, afinal, doenças infecciosas nos próprios linfonodos, como a tuberculose, o HIV e presença de outros fungos e bactérias podem acometer estas estruturas. Pode haver, ainda, problemas relacionados ao sistema imunológico (doenças reumatológicas), também levando ao surgimento de ínguas no pescoço.

Em outros casos, o caroço pode estar relacionado com tumores, sendo tanto aqueles de origem primária, que se formam no sistema linfático (os chamados linfomas), quanto resultantes de quadros de metástase, quando há surgimento de tumores em outros órgãos, com migração de células e início de multiplicação das mesmas no próprio linfonodo.

Sendo assim, no caso de linfonodomegalias cervicais com sintomas associados ou mesmo que não regride após algum tempo, é fundamental procurar a ajuda de um Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Ele fará uma investigação mais completa para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

Tratamento para íngua no pescoço

Como dito, quando a íngua no pescoço se forma em função de quadros benignos a tendência é de que ela desapareça sozinha, conforme o organismo consegue combater o quadro de gripe ou resfriado, por exemplo.

No entanto, como o quadro pode ser decorrente de infecções bacterianas, o médico poderá receitar antibióticos, a fim de controlar a proliferação da bactéria e possibilitar uma recuperação mais adequada. Em quadros de infecções virais ou fúngicas e inflamações também podem ser administrados medicamentos sintomáticos e anti-inflamatórios para favorecer a reação do organismo.

Quando se trata de condições mais específicas, como as doenças autoimunes, a tuberculose e tumores, o tratamento é personalizado para cada paciente. Pode envolver o controle da doença de base, realização de biópsias (por punção e/ou abertas) ou mesmo cirurgia para remover os nódulos.

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Embora a formação de ínguas no pescoço nem sempre seja um quadro preocupante, é importante consultar o Cirurgião de Cabeça e Pescoço para obter um diagnóstico preciso e esclarecer dúvidas e realizar o tratamento e seguimento adequados.

 

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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