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Doenças da tireoide: como tratá-las?

Nas doenças funcionais da tireoide, o tratamento pode ser feito com medicação para repor o hormônio que a tireoide não está produzindo de forma adequada ou para controlar a produção elevada de hormônio. O tratamento basicamente consiste em equilibrar as alterações dos níveis de hormônio.

Quando o paciente apresenta doenças funcionais ou principalmente doenças anatômicas (nódulos, tumores ou cânceres) que não são tratáveis de forma clínica, ou seja, com medicações, o tratamento costuma ser cirúrgico.

Como a tireoidectomia é feita?

A tireoidectomia é a retirada total ou parcial da glândula tireoide. Antigamente, as cirurgias retiravam apenas o nódulo da tireoide, por exemplo, mas hoje em dia isso não ocorre mais, apenas em casos raros e específicos.

Hoje, na maioria dos casos, a glândula tireoide é retirada completamente ou pelo menos um de seus lados.

A cirurgia em si é feita através de uma técnica muito conhecida e bem resolvida há mais de 100 anos. Ela sofreu algumas modificações ao longo do tempo melhorando os resultados.

Complicações da tireoidectomia

Por conta do que foi dito acima, as chances de complicações da tireoidectomia costumam ser menores do que 1%, principalmente quando é feita por cirurgiões experientes com uma boa formação e com um volume cirúrgico maior, que estão mais habituados a fazer esse tipo de procedimento por conta da prática e da facilidade técnica que desenvolveram ao longo do tempo.

Mas, de qualquer forma, existem quatro complicações principais, duas são específicas do procedimento e duas são mais gerais que podem ocorrer com qualquer cirurgia, mesmo aquelas feitas em outras regiões.

– Infecções, apesar de o pescoço ser uma região limpa e termos técnicas para manter isso, alguns antibióticos devem ser ingeridos no começo do procedimento para evitar as infecções.

– Sangramentos, isso porque o pescoço é uma região pequena e se houver qualquer sangramento, mesmo de pequena monta, temos o risco de comprimir estruturas da parte respiratória e digestiva. Por isso, tentamos preservar todos os vasos que estão em volta da tireoide.

– Perda da voz, porque o nervo da voz, chamado também de nervo laríngeo inferior, fica muito perto da tireoide e o cirurgião precisa estar bastante atento durante a cirurgia para preservar a voz do paciente.

– Redução de cálcio no organismo, porque existem duas pequenas glândulas localizadas atrás da tireoide, que são chamadas de paratireoides, e produzem o hormônio PTH que controla o equilíbrio do cálcio no corpo. Durante a cirurgia, o cirurgião pode acabar manipulando as glândulas ou até ressecando-as de forma acidental reduzindo a produção do PTH e consequentemente, do cálcio.

Por conta disso, é importante acompanhar os níveis de PTH durante ou após a cirurgia para que o paciente não tenha alguma queixa relacionada com esses distúrbios dos sais minerais.

Se você conhece alguém que fez cirurgia de tireoide ou precisará fazer esse procedimento, compartilhe o conteúdo!

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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