Câncer de Tireoide: 5 mitos e verdades!

O câncer é uma doença que desperta dúvidas e inseguranças, e uma das razões para isso são as informações inadequadas que, muitas vezes, chegam aos pacientes e seus familiares. Com elas, surgem medos, angústias e até a formação de alguns mitos, podendo atrapalhar a investigação e o tratamento.

Por esse motivo, escrevemos esse artigo, com o intuito de apontar cinco mitos e verdades sobre esse tipo de câncer. Continue lendo para descobrir se aquilo que você sabe é verdade ou não, a fim de ficar bem informado sobre o assunto.

5 mitos sobre câncer de tireoide

1. Hipotireoidismo e hipertireoidismo são sintomas de câncer de tireoide

MITO. A tireoide é uma glândula endócrina, ou seja, produz hormônios que são liberados no sangue e atuam em todo o organismo. A produção hormonal não costuma ser afetada por tumores de tireoide, exceto os de maior volume, em que pode haver redução desses hormônios, conhecida como hipotireoidismo.

O câncer de tireoide pode estar acompanhado de hipertireoidismo ou hipotireoidismo, mas não é causa nem consequência desse tipo de alteração.

2. O câncer de tireoide afeta somente mulheres

MITO. O câncer de tireoide pode se manifestar em pessoas de ambos os sexos. O surgimento de nódulos tireoideanos é mais comum em mulheres e, consequentemente a prevalência de nódulos malignos também é maior nesse grupo. No entanto, isso não exclui os indivíduos do sexo masculino do grupo de risco, podendo também serem acometidos pela doença.

3. Pessoas com histórico familiar de câncer de tireoide desenvolvem a doença

MITO. A maioria dos tumores de tireoide não têm relação com fatores genéticos. Como são muito frequentes, a presença de nódulos em familiares de pacientes que apresentam câncer de tireoide pode ser confundida com fatores de risco hereditários, mas isso não condiz com a realidade. Existem algumas síndromes que apresentam o câncer de tireoide como componente e, nestes casos, há relação genética, mas estas são raras na população em geral.

4. Ter vários nódulos na tireoide significa que não é câncer

MITO. O número de nódulos não está relacionado à presença ou não de câncer. Um paciente pode ter muitos nódulos e alguns deles serem benignos e outros malignos. O importante é avaliar cada um dos nódulos de forma isolada e tomar decisões de investigação e tratamento de forma personalizada, para cada caso e paciente.

5. Usar muito celular pode causar câncer de tireoide

MITO. A radiação emitida por telefones celulares é controlada por diversos órgãos de regulação internacionais e não há evidências de que ela possa trazer problemas significativos à saúde. A radiação externa, causada por grandes acidentes nucleares ou bombas atômicas é conhecida por aumentar os riscos de câncer de tireoide. O mesmo vale para pacientes que precisam fazer radioterapia cervical por outras doenças, sendo necessário acompanhamento cuidadoso com especialistas, nesses casos.

5 verdades sobre o câncer de tireoide

1. Nem todo nódulo na tireoide é câncer

VERDADE. Casos de nódulo na tireoide são muito comuns, mas nem todos eles são tumores malignos. Pelo contrário, a maioria absoluta desses nódulos é benigna, devendo ser avaliados cuidadosamente pelo Cirurgião de Cabeça e Pescoço para definir a necessidade de acompanhamento ou remoção cirúrgica.

2. O câncer de tireoide tem cura

VERDADE. Todo paciente que desenvolve câncer de tireoide tem um tratamento individualizado, e o sucesso depende de muitos fatores, como subtipo do tumor, tamanho e grau de invasão do mesmo, presença de metástases linfonodais ou em outros órgãos. Em geral, esses tumores são pouco agressivos e as taxas de cura, quando realizado o tratamento adequado, podem alcançar até 95%.

3. O principal tratamento do câncer de tireoide é a retirada da glândula

VERDADE. Na maioria das vezes os pacientes diagnosticados com câncer de tireoide recebem a indicação para fazer a retirada cirúrgica da glândula (conhecida como tireoidectomia). Existem diferentes tipos de técnicas e a decisão sobre retirada total ou parcial da tireoide depende de vários fatores (entenda mais clicando aqui). Tratamentos complementares (confira o post de um destes tratamentos aqui) podem ser necessários, bem como a reposição dos hormônios por meio de medicamentos.

4. Os tumores de tireoide podem se espalhar para os linfonodos

VERDADE. O subtipo de tumor mais frequente da tireoide chama-se carcinoma papilífero e sua principal via de disseminação é linfática, o que significa que o primeiro lugar para onde costumam se espalhar (apresentar metástases) são os linfonodos cervicais. Portanto, se necessário, pode ser realizada a retirada completa da glândula tireoide e desses linfonodos (procedimento conhecido como esvaziamento cervical).

5. O câncer de tireoide pode ser assintomático

VERDADE. Os tumores de tireoide costumam ser indolentes, o que significa que são pouco agressivos, crescem de forma lenta e, muitas vezes, não apresentam sintomas em suas fases iniciais. Quando já houve certo crescimento, o primeiro sintoma que costuma ser notado é o aparecimento de um nódulo palpável no pescoço. Mas conforme a doença avança, pode ocorrer, por exemplo, rouquidão, tosse e dificuldade para engolir, por exemplo.

Agora você já tem informações confiáveis sobre o câncer de tireoide e aprendeu um pouco mais sobre essa doença. Não se esqueça da importância de fazer o autoexame, em especial se estiver em grupos de risco e, em caso de dúvidas, procure seu Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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