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Câncer de tireoide: como é feito o diagnóstico?

O câncer de tireoide é uma doença maligna que afeta pacientes de ambos os sexos e de todas as idades. Seu diagnóstico é feito por meio da localização do nódulo e da biópsia por punção para confirmação da presença de células malignas.

Os casos de nódulos tireoideanos não são raros. É bastante comum o desenvolvimento deles, principalmente em mulheres. Em sua maioria, apresentam-se de forma benigna, sendo os casos malignos de menor proporção.

Como acontece com outros tipos da doença, o câncer de tireoide apresenta características como capacidade de crescimento, invasão de tecidos adjacentes e metastatização (quando células do tumor principal migram para outra parte do corpo, se alojam ali e começam a crescer). Por isso, é muito importante o diagnóstico precoce para dar início ao tratamento. Felizmente, as chances de cura são altas na maioria dos tumores de tireoide.

Mas você sabe como é feito o diagnóstico do tumor maligno na tireoide? Este artigo explica o que você precisa saber. Continue lendo e veja:

1. Os sintomas do câncer de tireoide

2. Diagnóstico do câncer de tireoide

3. Diferença entre nódulos tireoidianos malignos e benignos

4. Tratamento do câncer de tireoide

Os sintomas do câncer de tireoide

A principal forma de apresentação do câncer de tireoide, principalmente em seus estágios iniciais, é a falta de sintomas ou presença de poucos deles. Além disso, vale ressaltar que os tumores de tireoide, em sua maioria, não causam alterações significativas da função da glândula e de seus hormônios.

Alguns sinais podem indicar que haja suspeita de malignidade em nódulos tireoideanos.

Os principais são rouquidão persistente, crescimento rápido de um nódulo na região tireoideana ou mudança de padrão de crescimento em nódulo antigo, dor, vermelhidão, sinais de invasão de pele e surgimento de outros nódulos no pescoço, concomitantes ao nódulo tireoideano.

Quando o tumor atinge um volume maior a pessoa pode sentir uma certa compressão na região da glândula tireoide, que interfere nas funções respiratória e de deglutição manifestando falta de ar e dificuldade para engolir alimentos maiores.

Diagnóstico do câncer de tireoide

A maioria dos nódulos tireoideanos, atualmente, é encontrada em exames de rotina e/ou de investigação de outras doenças. Ultrassonografia de pescoço, Doppler de carótidas, ressonância de coluna cervical, PET-CT e até tomografias de tórax podem ser exemplos de exames solicitados para outros fins e que identificam nódulos tireoideanos.

Em alguns casos, é o próprio paciente quem identifica os primeiros sinais do câncer de tireoide, porque começa a sentir, por meio do toque, um caroço em seu pescoço. Ele pode ou não ser percebido visualmente.

O autoexame da tireoide é realizado em frente a um espelho, inclinando a cabeça para trás e bebendo um gole de água, por exemplo. O objetivo é observar a movimentação da tireoide, pois os caroços poderão ser vistos durante esse movimento.

Porém, o autoexame é apenas uma forma de o próprio indivíduo acompanhar a sua saúde. Quando percebida qualquer alteração, é preciso consultar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço, a fim de fazer uma avaliação mais aprofundada e exames complementares para investigar melhor as suspeitas diagnósticas.

Exames de função tireoideana podem ser solicitados em conjunto com exames de imagem e punções, mas não costumam diagnosticar, isoladamente, nódulos benignos ou malignos da glândula.

Diferença entre nódulos tireoidianos malignos e benignos

Apenas pela aparência de um nódulo, é difícil definir se ele é ou não um câncer de tireoide. De toda forma, algumas de suas características podem ser diferentes. Quando um nódulo é benigno, na maioria das vezes o seu crescimento é lento, enquanto os nódulos malignos podem crescer mais rapidamente.

Em relação aos prejuízos causados para a saúde, a pessoa pode conviver com o nódulo benigno sem sentir alterações no funcionamento da tireoide. Apenas quando esse caroço cresce demais, começa a causar alguma compressão na glândula ou apresentar comportamento mergulhante (quando a tireoide começa a crescer no sentido do tórax, para perto do coração e dos pulmões).

Porém, para definir se há ou não um grau de malignidade é fundamental consultar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço para fazer os exames de ultrassonografia e biópsia. Apenas com essa investigação minuciosa é possível saber se há ou não um câncer em curso.

Tratamento do câncer de tireoide

Existem diferentes tipos de câncer de tireoide. Os mais frequentes, conhecidos como neoplasias bem diferenciadas, englobam, principalmente, os carcinomas papilíferos e os carcinomas foliculares.

O carcinoma papilífero se manifesta em cerca de oito em cada dez pacientes. Em segundo lugar estão os carcinomas foliculares. Existem, ainda, outros tipos de tumores malignos, podendo ser citados os carcinomas medulares, carcinomas pouco diferenciados (antigamente chamados de carcinoma insular) e o carcinoma anaplásico, sendo estes mais agressivos.

O tratamento varia de acordo com o tipo da doença, seu estágio e a extensão dela. Entretanto, a principal técnica adotada é a cirurgia, podendo ser realizada a tireoidectomia parcial ou total, além da retirada dos gânglios linfáticos (esvaziamento cervical).

Alguns pacientes, a depender do tipo de tumor, da extensão e de outros sinais sugestivos de agressividade, podem necessitar de tratamento complementar com iodo radioativo. Como a glândula tireoide utiliza o iodo como nutriente, a ingestão dessa substância com um grau de radioatividade contribui para combater as células malignas, em certos casos.

Tratamentos complementares como quimioterapia e radioterapia são mais indicados para tumores agressivos de tireoide e/ou quando há invasão de estruturas adjacentes, ressecção incompleta ou recidivas tumorais.

É válido ressaltar que nem todo nódulo que se desenvolve no pescoço é câncer de tireoide, porém é muito importante realizar o autoexame e ficar atento, a fim de buscar a ajuda de um Cirurgião de Cabeça e Pescoço se houver alguma dúvida.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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