Tumores benignos de glândulas salivares: quais são os mais comuns e como tratar?

Nem todo tumor que se desenvolve no organismo humano é maligno.

As glândulas salivares, assim como outros órgãos, também podem ser acometidos por tumores benignos e, da mesma forma, devem ser tratados de maneira adequada. Isso porque, mesmo não tendo características comuns da malignidade (invasão de tecidos adjacentes, capacidade de criar metástases e etc), essas massas podem crescer e trazer complicações por impedir o correto funcionamento do organismo, impactando na qualidade de vida do paciente.

Os tumores de glândulas salivares são diversos, sendo que alguns são mais frequentes em determinadas glândulas que outros. Neste artigo falaremos sobre os diferentes tipos que existem para que você conheça os conheça melhor. Continue lendo!

Adenoma Pleomórfico

O Adenoma Pleomórfico é considerado como o tumor benigno mais comum de glândulas salivares, podendo representar até 50% dos casos. Costuma se manifestar nas glândulas salivares maiores, como as parótidas.

Esse tumor é solitário, ou seja, consiste em formação única. Se mostra como massa firme ou endurecida e que não provoca dor. Geralmente o paciente não manifesta sintomas, sendo o principal sinal o aumento de volume no local onde ele se desenvolveu.

Apesar de ser benigno, em casos de longa evolução, pode ocorrer transformação do Adenoma Pleomórfico em um tumor maligno conhecido como Carcinoma Ex-adenoma Pleomórfico. Essa é uma condição rara, porém o tumor é muito agressivo, trazendo grande risco para a saúde do paciente. Nesse caso, podem surgir sintomas como mudança do padrão de crescimento (crescimento rápido), dor local, paralisia facial e ulcerações na pele. O tratamento do adenoma pleomórfico é feito por meio de cirurgia para retirada da massa, que deve ser feita de forma completa, para evitar recidivas, além de preservar as estruturas nobres da região, como o nervo facial, que atua na movimentação dos músculos da face.

Tumor de Warthin

O Tumor de Warthin, também conhecido como Cistadenoma papilífero linfomatoso, ocorre quase que exclusivamente nas glândulas parótidas, sendo o segundo tumor benigno mais comum que afeta essas estruturas.

Apresenta uma prevalência maior entre homens e ocorre em especial na faixa dos 60 e 70 anos de idade. Há certa relação com o hábito de fumar (tabagismo) e pode ocorrer de forma bilateral. O tratamento desse tumor benigno das glândulas salivares também é realizado por meio de cirurgia.

Outros

As glândulas salivares menores podem ser acometidas por tumores, mas a prevalência de tumores malignos é maior nesses casos.

Outros tumores benignos podem se fazer presentes nas glândulas salivares maiores, principalmente.

Tumores como o oncocitoma e o adenoma monomórfico são menos de 1% dos casos, mas também devem ser investigados, quando surgem nódulos nas glândulas salivares.

Alguns destes tumores podem ter relação com nódulos em outros órgãos, tais como rins, pâncreas e outros.

Esse tipo de tumor, embora não seja maligno, apresenta um potencial destrutivo, uma vez que continua crescendo se não for tratado. O tratamento, assim como para os demais tumores benignos das glândulas salivares, é realizado por meio da cirurgia para retirada da massa.

Embora os tumores benignos das glândulas salivares raramente evoluam para uma transformação maligna, é importante fazer o tratamento desses nódulos, uma vez que o risco existe e a massa pode continuar crescendo, causando disfunções de órgãos adjacentes e piorando a qualidade de vida.

Por isso, se você perceber o surgimento de nódulos na região da face, boca e pescoço, procure um Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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