Cálculos na glândula salivar: entenda as causas da sialolitíase

A formação de cálculos em nosso organismo é conhecido no meio médico como litíase. Estamos acostumados a ouvir falar de pedras nos rins e na vesícula biliar (nefrolitíase e colelitíase, respectivamente).

Mas você sabia que também pode ocorrer formação de cálculos nas glândulas salivares? Este problema é conhecido como Sialolitíase, e pode desencadear obstrução dos canais salivares, levando a processos inflamatórios/infecciosos, conhecido como sialoadenite.

Mas como acontece a formação dessas pedras? Preparamos este artigo para explicar as possíveis causas da Sialolitíase, a fim de que você se informe um pouco mais sobre esse problema e possa cuidar melhor da sua saúde.

Do que os cálculos na glândula salivar são formadas?

Pedras e rochas de um modo geral são formações minerais. Sua composição varia muito dependendo dos materiais de origem. No caso dos cálculos que se formam nas glândulas salivares, também tem como base substâncias minerais, no caso, os sais minerais que compõem a saliva.

A saliva humana é composta principalmente por água (mais de 90%), mas também encontramos nela algumas enzimas e sais minerais, tais como carbonato de cálcio e fosfato de cálcio. Os cálculos se formam em função da sua cristalização e acúmulo, formando cristais que vão aumentando de tamanho ao longo do tempo.

O que causa a sialolitíase?

Agora que você já sabe qual a origem dos cálculos salivares, vamos explicar as causas que levam ao seu surgimento. A resposta está em diferentes fatores que favorecem essa condição.

Uma das possibilidades é o uso de alguns tipos de medicamentos. Os anti-histamínicos, anti-hipertensivos e anticolinérgicos têm entre suas reações a redução na produção da saliva. Assim, uma menor quantidade dela e aumento da viscosidade evidenciam a quantidade de minerais.

Outra possível causa da sialolitíase é a desidratação. A base da composição da saliva é a água, por isso, nosso organismo precisa dela para manter o fluxo regular desse fluido. Quando ficamos desidratados, há uma alteração na composição da saliva, aumentando a concentração de sais minerais, o que favorece a formação dos cálculos.

Outras doenças do nosso organismo também podem aumentar a concentração de sais na saliva, levando a quadros de sialolitíase. No caso da gota, por exemplo, o excesso de ácido úrico pode ser uma causa do problema.

A glândula mais comum onde pode ocorrer formação de cálculos é a submandibular, localizada abaixo da mandíbula e com ducto único que leva à saída de saliva para a boca. Também pode ocorrer formação de cálculos na glândula parótida, porém em menor proporção.

Nas glândulas sublinguais e nas glândulas salivares menores, por características específicas da saliva e anatômicas, esta situação não costuma ser evidenciada.

Outro mecanismo bastante importante na formação de cálculos é a redução da drenagem da saliva, seja por estreitamentos dos canais salivares, seja por redução do estímulo da produção/eliminação da saliva para a boca.

Estas causas estão diretamente relacionadas à higiene da cavidade oral, alguns componentes alimentares e ao uso de cigarro / bebida alcoólica, entre outras drogas. Todos esses fatores podem levar ao acúmulo de saliva na glândula e/ou nos ductos salivares, causando maior risco de cristalização dos minerais e originando os cálculos.

Como essas pedras são eliminadas do organismo?

Como explicamos, os ductos salivares podem ser obstruídos por causa dos cálculos, desencadeando sintomas incômodos. Além disso, existe a possibilidade de se manifestarem inflamações ou infecções em função do acúmulo da saliva, levando à necessidade de tratamento com anti-inflamatórios e antibióticos, em casos específicos.

Medidas locais podem ser adotadas para promover a drenagem da saliva e até a eventual eliminação dos cálculos. Esse é o caso de massagens que estimulam a saída da saliva da glândula para a boca. O aumento do fluxo salivar também pode ser eficaz para expelir o cálculo. Para isso, é importante manter uma boa hidratação ou consumir bebidas e alimentos que estimulem uma salivação maior, como aqueles cítricos. Mas cuidado, se houver obstrução completa dos ductos salivares, o aumento da produção de saliva pode levar a quadros mais graves. Por isso, é importante procurar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço para avaliação completa, com exames de investigação e diagnóstico / tratamento adequados.

Em casos refratários ou de repetição, procedimentos específicos devem ser adotados para o tratamento.

Embora a sialolitíase não seja uma condição considerada como grave, ela pode trazer complicações, incômodos e afetar a qualidade de vida. Sendo assim, é importante manter uma alimentação balanceada e a hidratação do organismo.

Desse modo, você vai garantir o equilíbrio da composição da saliva, bem como a viscosidade ideal e um bom fluxo salivar, minimizando as chances de formação de cálculos.

Em caso de sintomas relacionados às glândulas salivares e inflamações / infecções, consulte consulte seu Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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