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Foto do Dr. Arthur Vicentini.Dr. Arthur Vicentini
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Conheça as causas e sintomas de nódulos cervicais

Os nódulos cervicais podem ter diversas origens, como aumento dos linfonodos, cistos ou nódulos tireoideanos. Seus sintomas variam a depender da localização, tamanho e causa, sendo que alguns casos podem ser assintomáticos.

A imagem mostra uma doutora analisando as costas de uma paciente de idade.
A formação de um nódulo no pescoço pode deixar a pessoa preocupada com a possibilidade de ser uma doença mais grave, como um tumor maligno. No entanto, nem sempre é preciso se alarmar porque existem diversos fatores que podem gerar um nódulo cervical.

Em alguns casos, essa condição é até mesmo passageira, sendo um problema secundário decorrente, por exemplo, de uma infecção na garganta. De toda forma, é muito importante consultar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço que seja feita uma avaliação completa e determine o diagnóstico.

Neste artigo explicamos o que causa o nódulo no pescoço para que você aprenda um pouco mais sobre esse assunto. Continue lendo e veja:

1-Quais as causas mais comuns de nódulos cervicais?
1.2 Nódulo na tireoide
1.3 Cistos
1.4 Aumento dos linfonodos
1.5 Câncer
2-Quais são os sintomas dos nódulos cervicais?

Boa leitura!

Entenda a função da tireoide clicando aqui!

O que causa nódulo no pescoço?

Os nódulos cervicais, por vezes chamados popularmente de “ínguas”, podem ser originados por uma série de fatores. Em geral, o aumento de volume de alguma estrutura já pertencente à região é o que faz com que o paciente perceba um nódulo ou uma massa.

Na maioria dos casos em que surgem nódulos no pescoço, estamos lidando com causas benignas, porém existem situações em que lidamos com malignidade associada.

A seguir você confere alguns fatores que levam a ele.

Nódulo na tireoide

O nódulo na tireoide é uma afecção mais comum em mulheres de idade a partir dos 50 anos e, na maioria dos casos, é uma formação benigna. Pessoas de outras faixas etárias também podem ser acometidas, assim como indivíduos do sexo masculino. Muitas vezes o paciente convive com o caroço no pescoço sem que ele gere qualquer tipo de incômodo (assintomático).

Entretanto, dependendo do volume desse nódulo, ele pode causar, entre outras condições, dificuldades para engolir, respirar e falar (sintomas compressivos). Além disso, podemos estar lidando com nódulos malignos e, por este motivo, é preciso procurar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço para que se avaliem os nódulos e determine a necessidade de tratamento adequado.

Cistos

Os cistos são uma espécie de “bolsa” revestida por uma membrana e repleta de líquido em seu interior. Os cistos mais comuns que costumam se apresentar são os cistos branquiais e o cisto tireoglosso, além de cistos de origem dérmica. A taxa de malignidade nestes casos é praticamente zero, mas é importante notar sinais como crescimento rápido, dor, vermelhidão, sinais de invasão da pele e mudança de sensibilidade e movimentação das estruturas locais, fatores que podem estar relacionados a sinais de alerta.

Aumento dos linfonodos

O aumento dos linfonodos pode ocorrer por diversos motivos, sendo em sua maioria absoluta uma condição reacional, relacionada a inflamações e infecções da região. No pescoço, os locais de maior incidência de infecção são ouvido, nariz e garganta, com sintomas gripais. Os linfonodos aumentam o seu volume e formam a famosa íngua no pescoço.

Também pode acontecer de esse nódulo na garganta ser originado por uma infecção bacteriana que afeta diretamente o linfonodo, ou quando se manifestam infecções generalizadas. De toda forma, assim que o quadro é contido a tendência é de que esse caroço desapareça.

Câncer

Os tumores malignos (câncer) de cabeça e pescoço, em sua maioria, apresentam forma de disseminação através dos vasos linfáticos, podendo apresentar aumento de volume dos linfonodos, as chamadas metástases linfonodais. Por isso, em pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo, além de pacientes com suspeita diagnóstica de neoplasias, é importante fazermos uma avaliação detalhada dos linfonodos, para que se possa investigar de forma completa a doença e propor o tratamento adequado.

Quando existe suspeita de câncer são feitos exames como ultrassom, tomografia, ressonância, laringoscopia e biópsia. No caso dos exames de imagem, é possível conhecer algumas características do tumor, já no caso de biópsias, um pequeno fragmento dele (ou todo o linfonodo) é estudado para descobrir de que tipo de tecido se trata, se realmente há malignidade e qual a melhor proposta de tratamento.

Quais são os sintomas de nódulo no pescoço?

Os sinais e sintomas de nódulo no pescoço variam de acordo com o local onde essa massa se formou, também o volume dela e o tipo de doença que está desencadeando essa condição. De um modo geral, algumas manifestações que podem ocorrer são:

  • sensação de algo preso na garganta;
  • dificuldade para engolir;
  • irritação constante na garganta;
  • tosse;
  • dificuldade para respirar;
  • alterações na voz;
  • dores;
  • sangramentos;
  • inchaço e vermelhidão;
  • infecções recorrentes;
  • engasgos durante a alimentação;
  • perda de peso sem explicação.

Caso você perceba a formação de um caroço no pescoço, principalmente quando surgem estes sintomas de alerta citados acima, é muito importante procurar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Esse especialista fará uma investigação completa do seu quadro clínico e do nódulo em si, para definir o diagnóstico e o melhor tratamento a ser adotado.

Clique aqui e veja também: Qual a função dos linfonodos?

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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