Início » Como é feito o acompanhamento após tratamento do câncer de tireoide? Tireoglobulina, Anti tireoglobulina, TSH? Entenda!

Dr. Arthur Vicentini
Cv Lattes   GoogleMyCitations
CRM: 15.4086

Como é feito o acompanhamento após tratamento do câncer de tireoide? Tireoglobulina, Anti tireoglobulina, TSH? Entenda!

O acompanhamento após o tratamento cirúrgico do câncer na tireoide é fundamental em função do risco de recidiva da doença.

A imagem mostra um médico com uma prancheta na mão acompanhando um paciente.

Uma das melhores notícias que o paciente oncológico pode receber é a de que o tratamento foi bem sucedido. Porém, é importante estar ciente de que o acompanhamento médico não termina após a cirurgia, e isso também acontece nos casos de câncer na tireoide.

Depois do início do tratamento, realizado através da ressecção cirúrgica, é preciso iniciar um seguimento, com consultas médicas para monitorar o quadro clínico e a resposta do organismo. Isso porque o câncer na tireoide, assim como os demais tumores do corpo humano, apresenta risco de recidiva e/ou metástases.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você entenda como funciona esse acompanhamento após a finalização do tratamento do câncer na tireoide. Continue lendo e veja:

  1. Sobre o câncer na tireoide
  2. Tratamento do câncer na tireoide
  3. Acompanhamento após o câncer na tireoide

Saiba mais sobre reposição hormonal após tireoidectomia! Clique aqui e assista!

Sobre o câncer na tireoide

Cerca de 90% dos casos de nódulos da tireoide são benignos. No caso de surgimento de tumores malignos, a indicação atual de tratamento se dá a partir da retirada cirúrgica do mesmo, em conjunto com a glândula tireoide que o cerca. A depender do caso, podemos realizar tireoidectomias totais ou parciais, com fatores positivos e negativos em cada uma das situações.

Existem diferentes tipos de câncer de tireoide. Os tumores bem diferenciados são os mais comuns, e compreendem principalmente os carcinomas  papilíferos e foliculares. Podemos citar, ainda, os carcinomas medulares, insulares e anaplásicos como tumores menos comuns, mas de maior agressividade. Qualquer um destes subtipos, além de afetar a glândula, pode acometer também os gânglios linfáticos (linfonodos) próximos a ela.

Porém, não é só isso. O câncer de tireoide tem potencial para desenvolver metástases à distância, ou seja, se espalhar pelo organismo.

Por isso, é fundamental identificar quando o nódulo na tireoide é maligno para dar início imediato ao tratamento. A maioria dos nódulos tireoideanos é assintomático, mas alguns podem cursar com sintomas. Os principais deles são:

  • caroço com crescimento rápido;
  • rouquidão e alterações na voz;
  • tosse constante;
  • dificuldade para engolir;
  • problemas respiratórios;
  • inchaço no pescoço.

Outros exames laboratoriais que podemos solicitar, a depender de cada caso, para a avaliação dos casos com nódulos (benignos ou malignos) da tireoide são:

  • hormônio tireoestimulante (TSH);
  • tireoglobulina;
  • calcitonina;
  • hormônios T3 e T4 (e suas variantes);
  • antígeno carcinoembrionário (CEA).

Também é importante que o Cirurgião de Cabeça e Pescoço solicite exames de estadiamento, que é a forma como avaliamos a extensão local, regional e à distância do tumor. Para isso, costumamos utilizar exames de imagem como ultrassonografias, tomografias computadorizadas e até ressonância magnética. Exames como PET-CT e cintilografia pré-operatória não apresentam grande utilidade, na maioria dos casos de câncer de tireoide.

Tratamento do câncer na tireoide

O tratamento do câncer de tireoide é adotado conforme as características da doença, o tipo de tumor, sua gravidade, entre outros aspectos que tornam cada caso único. De toda forma, o tratamento dos tumores de tireoide costuma se iniciar com a ressecção cirúrgica de parte ou de toda a tireoide (tireoidectomia parcial ou total), além da remoção dos linfonodos do compartimento central e/ou lateral, quando indicado.

Em alguns casos, são necessárias medidas complementares do tratamento, sendo a principal delas a radioiodoterapia (ou apenas iodoterapia). Tratamentos como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e outras são menos comuns.

A terapia com iodo radioativo é aplicada após a cirurgia, para pacientes com tumores bem diferenciados da tireoide e que apresentam risco moderado ou grave de recidiva. Neste tipo de procedimento, as células doentes vão absorver o iodo e serão eliminadas, assim, são extintos quaisquer tecidos remanescentes dos tumores, evitando que aconteça um quadro de metástase ou recidiva.

Os quadros mais agressivos de câncer na tireoide são tratados com a radioterapia e a quimioterapia, que podem ou não ser associadas. Geralmente é indicado para casos de tumores mais agressivos, como o carcinoma anaplásico e o carcinoma medular.

Acompanhamento após o câncer na tireoide

Você viu que, apesar de ser incomum, os tumores de tireoide podem se espalhar para outras regiões do organismo, atingindo inclusive os pulmões e ossos. De toda forma, o câncer de tireoide tem cura, mas é fundamental cumprir o tratamento à risca.

Depois que o tumor regrediu, o paciente precisa continuar fazendo o acompanhamento com o Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Afinal, o câncer de tireoide pode apresentar uma recidiva.

Sendo assim, na frequência indicada pelo especialista, o paciente, após o tratamento oncológico, precisa retornar às consultas com o objetivo de continuar fazendo exames, como de tireoglobulina ou anti-tireoglobulina e TSH.

Nos casos de tumores bem diferenciados de tireoide com comportamento moderado ou agressivo, devemos manter o TSH reduzido, utilizando doses um pouco maiores de reposição hormonal (Levotiroxina). Com isso, o TSH, produzido pela hipófise, fica em doses baixas e não estimula qualquer célula que possa voltar a se multiplicar, ocasionando o retorno do tumor.

O exame de tireoglobulina, realizado após o tratamento do câncer, ajuda a identificar uma possível alta dessa proteína no organismo. Isso ajuda a identificar que a doença ainda não foi totalmente curada, ou que existem fatores de risco para sua recidiva.

Exames de imagem, como ultrassonografias periódicas, também ajudam a acompanhar a evolução após o tratamento.

Após o tratamento dos tumores de tireoide, a adequada reposição hormonal (com ou sem supressão de TSH) é imprescindível para o equilíbrio do funcionamento de nosso corpo.

O ideal para aumentar as chances de cura do câncer de tireoide e evitar suas complicações é identificar precocemente a doença. Portanto, esteja sempre atento a qualquer alteração na região onde a glândula se localiza e, em caso de dúvida, consulte um Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

Doenças da tireoide, como tratá-las? Clique aqui e saiba mais!

Esse conteúdo foi útil para você? Deixe seu comentário!

Compartilhe nas redes sociais!

dr arthur vicentini assinatura

Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

faixa-dr-arthur-300x2-300x2

Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

faixa-dr-arthur-300x2-300x2

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 + 12 =

POSTS RELACIONADOS

× Agende sua Consulta