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Foto do Dr. Arthur Vicentini.Dr. Arthur Vicentini
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Todo nódulo na tireoide é caso cirúrgico?

Os nódulos de tireoide são muito frequentes nos consultórios e uma das dúvidas é quando precisa operá-lo.

Os pacientes costumam procurar o Cirurgião de Cabeça e Pescoço por indicação de outro médico ou porque notaram um nódulo na região do pescoço que posteriormente será diagnosticado como nódulo de tireoide.

Investigação do nódulo de tireoide

Após consultar o médico, a investigação começa com uma conversa para saber qual a idade do paciente, o sexo, doenças familiares, se já teve alguma doença prévia, por exemplo, história de radiação no pescoço por conta de outra doença anteriormente, ou então a presença de sintomas como: dificuldade para respirar, alteração da voz e incômodo na região do pescoço, principalmente na hora que deita de barriga para cima.

O diagnóstico pode ser feito através de uma punção e exames complementares. Após a confirmação, os nódulos são encaminhados para o tratamento cirúrgico.

Cirurgia para nódulos de tireoide

A maioria dos nódulos é benigna, porém, também existem os nódulos com suspeita ou confirmação de malignidade. E atualmente, o melhor tratamento para esses nódulos é a cirurgia.

Já os pacientes que têm nódulos benignos, existem alguns fatores que levam à cirurgia, que são quando:

Nódulos crescem de tamanho

Mesmo os nódulos sendo benignos, eles podem aumentar de tamanho alcançando 6, 8 e até 10 centímetros ou mais. Felizmente hoje isso não é tão comum, mas antigamente era.

Causar desconforto para o paciente

Por conta dos nódulos aumentarem de tamanho e comprimirem as vias respiratórias, isso pode gerar um desconforto para o paciente e piorar a qualidade de vida.

E esses nódulos, por conta do aumento de tamanho, por conta do aumento do volume, eles podem começar a comprimir as vias respiratórias, a parte digestiva, criar um pouco de desconforto para os pacientes nesse tipo de parte da vida.

Bócio mergulhante

Outra indicação é quando o nódulo cresce tanto que ao invés de crescer para fora do pescoço e empurrar as outras estruturas, ele começa a descer para perto do coração no sentido do tórax, isso é chamado de bócio mergulhante.

Alterações estéticas

Em outras situações, os pacientes podem ter alterações estéticas. Então, as pessoas que possuem um nódulo mais evidente e sentem algum incômodo estético, podem optar pela cirurgia.

Tratamentos clínicos que não funcionam

Muitos pacientes que aparecem com nódulos na tireoide questionam que sempre fizeram exame de sangue e nunca acusaram nada na tireoide. Porém, é importante enfatizar que a função da tireoide não precisa estar relacionada com o surgimento de nódulo. Então, isso pode acontecer separadamente ou de forma conjunta.

Uma das indicações da retirada de tireoide é quando o paciente tem um aumento da produção de hormônio de difícil controle porque os medicamentos como: antitireoidianos ou beta bloqueadores, não estão funcionando ou porque não pode realizar o tratamento com iodo radioativo, que faria uma redução do tamanho da glândula e da produção de hormônio, por conta de alguma contraindicação.

Portanto, a tireoidectomia é realizada quando há suspeita ou confirmação de malignidade; bócio mergulhante; sintomas compressivos da tireoide; alterações estéticas; ou quando tratamentos clínicos não funcionam.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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