Nódulo tireoidiano: Quais os tipos e como é feito o tratamento?

O nódulo tireoidiano é uma lesão que ocorre dentro da glândula tireoide, e que se diferencia, radiologicamente, do restante do tecido que envolve essa região. O surgimento de nódulos é mais comum em mulheres, geralmente é benigno e não provoca sintomas.

Porém, em menor proporção, também pode acontecer de o nódulo crescer demais ou desenvolver malignidade, exigindo cuidados médicos e tratamento para não causar prejuízos maiores. Você sabia que existem diferentes tipos de nódulos tireoidianos?

Preparamos este artigo para falar um pouco mais sobre esse assunto, apresentando os diferentes tipos de nódulos, bem como as suas formas de tratamento, para que você conheça a abordagem médica em casos como esses. Continue lendo!

Tipos de nódulos na tireoide

A formação do nódulo tireoidiano ocorre devido a proliferação de células e/ou pelo acúmulo de colóide. Sua incidência é maior em mulheres, e aumenta conforme a idade avança. Na maioria das vezes, pode passar despercebido, pois não costuma manifestar sintomas.

Entretanto, em alguns casos, surgem incômodos como dor, rouquidão (disfonia) e dificuldade para respirar (dispneia) ou engolir (disfagia) e até sensação de sufocamento. Isso acontece, principalmente, quando o nódulo cresce demais e assume um grande volume.

Existem várias classificações para os nódulos tireoidianos, dentre elas a que leva em consideração a ecogenicidade:

Nódulo hipoecogênico: aquele que, à ultrassonografia, é mais escuro que o parênquima da tireoide que o circunda (pode ser composto de líquido e/ou parte sólida;

Nódulo hiperecogênico: aquele que, à ultrassonografia, é mais claro que o parênquima da tireoide que o circunda (em geral, sólido, podendo conter calcificações);

Nódulo isoecogênico: consiste em uma massa sólida, composta por células, que apresentam a mesma característica que o parênquima da glândula.

Também existem classificações, como a de Chammas, que descreve a vascularização dos nódulos, que pode ser ausente, periférica exclusiva, predominantemente periférica, predominantemente central ou central exclusiva.

Outras classificações utilizam parâmetros como formato, bordas, tamanho, existência de pontos de calcificação e outros para determinar riscos maiores ou menores de malignidade e, com isso, se devemos prosseguir com a investigação ou indicar tratamentos específicos.

Em um próximo artigo, discutiremos as classificações de TIRADS e Bethesda, tão importantes para a tomada de decisões nos casos de nódulos tireoidianos

Em um próximo artigo, discutiremos as classificações de TIRADS e Bethesda, tão importantes para a tomada de decisões nos casos de nódulos tireoide.

Nódulos benignos

Os nódulos benignos da tireóide são as formações mais comuns encontradas nos pacientes. São sólidos, císticos ou mistos, e só devem ser tratados cirurgicamente caso haja sintomas compressivos, componente mergulhante (quando a tireoide começa a crescer para o mediastino, região onde fica o coração) ou quando produzem hormônios em excesso, prejudicando o funcionamento do organismo.

Nódulos malignos

O tratamento para neoplasias malignas da tireoide (câncer de tireoide) vem sendo discutido amplamente ao redor do mundo e, exceto em situações de protocolos de pesquisa, a forma de tratamento aceita e segura ainda é a ressecção cirúrgica, com retirada de parte ou toda a glândula (tireoidectomia parcial ou total).

Em alguns casos, também é necessário retirar os linfonodos cervicais, tendo em vista que estas são as primeiras estruturas para onde os tumores de tireoide costumam se espalhar (metástases linfonodais).

É válido saber que o câncer de tireoide costuma apresentar um tratamento muito bem-sucedido. Isso significa que é possível obter a cura do problema sem maiores prejuízos para a saúde.

Sabendo dessas situações, assim que surjam sinais de nódulos ou massas no pescoço, procure seu Cirurgião de Cabeça e Pescoço para avaliação, investigação e tratamento adequados, mantendo sua saúde em dia e a qualidade de vida!

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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