Dr. Arthur Vicentini

Câncer de pele e couro cabeludo: quando suspeitar?

Atualizado em 28/07/2021
Tempo de leitura: 3 min.
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Você sabia que o câncer de pele é o tipo da neoplasia mais comum e frequente no Brasil? Entre todas as variações dessa doença, a pele representa cerca de 30% de todos os casos registrados no país. A boa notícia é que as chances de cura são muito altas quando o problema é detectado ainda no começo.

Os alertas a respeito da necessidade de prevenir esse tipo de câncer, principalmente por meio do proteção da radiação solar, são constantes.

Neste artigo mostraremos por que este tipo de tumor é tão frequente em nosso país, como identificar e qual a importância de diagnosticar estas lesões em fases iniciais.

Por que há tantos casos de câncer de pele e couro cabeludo no Brasil

Vivemos em um país tropical onde os principais pontos turísticos são as praias. As belezas naturais associadas ao calor predominante estimulam o uso de poucas peças de roupa, atividades ao ar livre e banhos de mar. Consequentemente, as pessoas ficam muito expostas à radiação solar. A incidência de raios solares (radiação Ultravioleta) também é bastante grande em nosso território, devido à posição do Brasil em relação à linha do Equador.

É verdade que muito se fala sobre a necessidade de usar o filtro solar para proteger a pele. No entanto, nem sempre as pessoas se lembram de utilizá-lo de forma adequada, com aplicação e reaplicação do produto em intervalos regulares e, em muitos casos, fazem uso incorreto dele.

Para ter total eficácia, o protetor solar precisa ser aplicado em todas as áreas que ficarão expostas ao sol, mesmo aquelas que ficarão sob roupas sem filtro solar. Isso inclui o dorso das mãos, a nuca, as orelhas, os pés entre outras regiões que costumamos ignorar. Este é um grande erro, pois apenas uma pequena área exposta pode ser suficiente para o desenvolvimento do câncer de pele.

Além disso, essa doença também pode afetar o couro cabeludo. Portanto, há necessidade de protegê-lo evitando a exposição ou utilizando um método de bloqueio adicional, como chapéus e bonés específicos para este fim. Isso é ainda mais importante para quem tem uma pouca quantidade de cabelo ou apresenta calvície, uma vez que a exposição do couro cabeludo é maior.

Como identificar os sinais do câncer de pele e couro cabeludo?

Conforme explicamos em outro artigo, o câncer de pele pode se apresentar de diferentes formas. Quando diagnosticado em fases iniciais, na maioria dos casos, temos altas taxas de cura, embora haja casos de difícil controle.

Sendo assim, o ideal é que você procure prevenir ao máximo, principalmente protegendo-se da radiação solar.

Mas convém conhecer os sintomas do câncer de pele e couro cabeludo para identificar qualquer alteração ainda no início e buscar ajuda médica especializada. Fique atento a sinais como:

  • retração da pele;
  • perda de elasticidade da pele;
  • alterações na pigmentação da pele;
  • formação de nódulos, manchas ou caroços;
  • descamações da pele;
  • formação de crostas;
  • lesão que não cicatriza;
  • lesões ou formações com crescimento rápido.

É válido lembrar que lesões de pele devem ser regularmente avaliadas, para se identificar se há necessidade de intervenção médica como uma biópsia ou retirada completa da mesma. Uma forma prática de fazer a análise dessas pintas ou manchas é utilizando o método ABCDE, que ajuda a reconhecer o câncer de pele ainda no início.

A = Assimetria. Se dividida imaginariamente a pinta ao meio, veja se existem assimetrias entre seus dois lados. Diferenças são sinais de alerta.

B = Bordas. Analise se as bordas da pinta são irregulares, serrilhadas ou disformes.

C = Cor. Verifique se a mesma mancha ou pinta apresenta várias cores em sua composição.

D = Diâmetro. Faça o controle e monitoramento da pinta verificando se ela está aumentando seu tamanho.

E = Evolução. Fique atento para possíveis mudanças, ao longo do tempo, de tamanho, coloração, aspecto, sangramento ou dor

Um aspecto positivo do câncer de pele e couro cabeludo em relação aos outros tipos da doença é o fato de que o próprio paciente pode perceber os primeiros sinais desse problema.

Assim, conhecer o próprio corpo e estar atento a qualquer alteração é fundamental para procurar ajuda médica e iniciar um tratamento precoce, evitando complicações e tratamentos complexos.

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