As opções de tratamento para o câncer de boca

O câncer de boca é um dos mais frequentes em nossa população, figurando entre as 10 ou 15 maiores incidências, a depender de fatores epidemiológicos. Esse tumor afeta diversas estruturas da boca, sendo as regiões como borda lateral de língua e soalho as mais frequentes. Outras localizações, tais como o céu da boca (conhecido como palato), gengivas, bochechas e lábios podem ser acometidas.

Como qualquer outro tipo de câncer, ele precisa receber o devido tratamento, que deve acontecer o quanto antes para que as intervenções não sejam muito agressivas e para aumentar as chances de cura.

Isso porque a tendência é a doença se agravar com o passar do tempo, evoluindo em seus estágios. Assim, o tipo de tratamento varia conforme a gravidade do problema, as necessidades do paciente e suas características.

Neste artigo falaremos um pouco sobre algumas opções de tratamento para o câncer de boca, a fim de que você se informe melhor sobre as terapias para combater esse tipo de tumor. Continue lendo!

Como é determinado o tratamento do câncer de boca

Quando o câncer de boca é detectado ainda em fases iniciais, a maioria dos casos pode alcançar a cura, sendo que esse percentual atinge cerca de 80% em determinados casos. Entretanto, é preciso que o tratamento seja realizado corretamente e o quanto antes para conter a proliferação das células doentes.

Geralmente, o tipo de tratamento adotado depende da localização do tumor e do quanto a doença já está disseminada pelo organismo, variando de paciente para paciente e sendo necessária avaliação adequada de cada caso.

A seguir falaremos sobre as principais terapias adotadas para o tratamento do câncer de boca e em quais situações elas costumam ser recomendadas pelos especialistas. Veja!

Cirurgia

A intervenção cirúrgica é um dos principais tratamentos para o câncer de boca, sendo indicada para pacientes com tumores de estágios iniciais e aqueles mais avançados localmente.

O procedimento é realizado para fazer a remoção das camadas de tecido comprometidas junto com uma margem adequada de tecido sadio, para ter certeza de que todo o tumor tenha sido ressecado. A depender da extensão da ressecção, pode ser necessária reconstrução com retalhos ou enxertos.

Em alguns casos, dependendo da localização, da extensão do tumor e da presença de metástases linfonodais, será indicada a retirada dos linfonodos (conhecida como esvaziamento cervical). O intuito é evitar que as células doentes se disseminem pelo organismo por meio do sistema linfático.

Quimioterapia

Geralmente, esta modalidade de tratamento complementar é indicada para pacientes que já passaram pela ressecção cirúrgica e apresentam fatores de risco de recidiva como margens comprometidas, extravasamento tumoral em metástases linfonodais, etc. Tumores iniciais não costumam ter necessidade de tratamento adjuvante ou complementar.

A quimioterapia também é indicada para os casos em que o câncer de boca já atingiu a fase da metástase, ou seja, as células já migraram para outras partes do organismo e estão desenvolvendo tumores em outros tecidos ou órgãos. Assim, o paciente é tratado de modo geral para combater a doença, mas sem intuito curativo.

O tipo de fármaco utilizado, bem como o modo como a quimioterapia será feita, depende as particularidades de cada caso. Somente o médico pode definir qual a melhor abordagem para atingir os resultados esperados.

Radioterapia

Assim como a quimioterapia, também existem indicações de uso de radioterapia para complementação dos tratamentos do câncer de boca, principalmente após cirurgia de tumores maiores, com ressecção incompleta, metástases linfonodais ou outros fatores de risco/agressividade.

Muitas vezes a radioterapia e a quimioterapia podem ser associadas a fim de aumentar as chances de cura, minimizando as recidivas.

Conforme explicamos o câncer de boca pode ser tratado e tem cura, desde que diagnosticado precocemente e submetido ao tratamento adequado. Por isso, fique atento a sinais como lesões orais que não cicatrizam, manchas nas estruturas internas da boca, formação de placas vermelhas ou esbranquiçadas e presença de nódulos. Caso tenha qualquer dúvida, procure um especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço!

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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