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Linfonodos do pescoço: quando é necessário investigar?

A investigação dos linfonodos do pescoço é essencial quando os sintomas são persistentes. Um pequeno aumento de volume é natural quando ocorre algum quadro inflamatório ou infeccioso na garganta e ouvidos, por exemplo. Mas se esse sintoma persiste, deve ser investigado por um Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

A imagem mostra uma médica com as mãos no pescoço de um paciente.

As causas de aumento do volume dos linfonodos são várias, sendo as mais comuns aquelas relacionadas a mecanismos reacionais, ou seja, a processos inflamatórios / infecciosos da região, fazendo com que o sistema imunológico (e, consequentemente, os linfonodos) respondam àquela alteração. No entanto, devemos dar atenção para situações em que os linfonodos aumentam muito de tamanho ou quando surgem outros sintomas e alterações associados.

Logo, a investigação de linfonodos no pescoço deve ser feita sempre que houver dúvida. O acompanhamento de um Cirurgião de Cabeça e Pescoço é indispensável para verificar a evolução do quadro e intervir o quanto antes, se houver algum problema maior.

Neste artigo falaremos mais sobre esse assunto para que você saiba o momento certo de procurar um especialista. Acompanhe!

1 – O que são os linfonodos no pescoço?
2 – Quando se preocupar com os linfonodos?
3 – Quando investigar os linfonodos do pescoço?

O que são os linfonodos no pescoço?

Linfonodos são estruturas naturais do corpo humano. Fazem parte do sistema de defesa e de drenagem do organismo, sendo muito importantes no combate a infecções, por exemplo. Eles estão presentes em grande número (aproximadamente 2.000), e a região cervical concentra uma alta quantidade deles. Isso acontece porque a atividade nessa área é muito intensa, também porque ela é porta de entrada para o organismo, assim, é necessário um trabalho maior ali.

Os linfonodos são fundamentais para manter a nossa saúde e fazem parte do sistema imunológico. Eles trabalham como filtros. Contêm células que atuam na imunidade do corpo, e conseguem identificar ameaças como vírus e bactérias, fazendo a retenção deles para que não se espalhem.

Quando se preocupar com os linfonodos?

O problema acontece, na verdade, quando algum fator provoca alterações nos linfonodos. Eles podem ter o seu volume aumentado, por exemplo, quando existe alguma inflamação ou infecção em curso em nosso organismo.

Na região do pescoço, isso costuma acontecer, por exemplo, em quadros de infecções respiratórias altas ou de amigdalite. Essas inflamações e infecções que atingem tais estruturas da cabeça e do pescoço levam a um trabalho mais intenso por parte dos linfonodos e, dessa forma, eles ficam inchados. Esta situação, muitas vezes, é chamada popularmente de íngua.

Também existem situações em que os problemas acontecem especificamente nos linfonodos, afinal, essas estruturas podem ser acometidas por infecções (tuberculose ganglionar, por exemplo). Isso também pode provocar o seu aumento de tamanho e outros sintomas associados.

Além disso, doenças malignas primárias dos linfonodos podem levar ao inchaço dos mesmos. Elas são chamadas de doenças linfoproliferativas, mais especificamente conhecidas como linfomas. Também podem se desenvolver tumores de outros órgãos e que se espalham para os linfonodos, ao que chamamos de metástases.

Quando investigar os linfonodos do pescoço?

Como você viu, existem casos em que o inchaço dos linfonodos acontece com uma reação natural por causa de outras doenças de base. Até mesmo quadros comuns de gripes e resfriados podem provocar essa reação. Mesmo assim, sempre que houver esse inchaço, é importante procurar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

Ele vai investigar a sua saúde, identificar se o problema está relacionado com essa condição mais simples e acompanhar a evolução. Afinal, é esperado que esse aumento, também conhecido como íngua, desapareça depois de alguns dias ou poucas semanas.

Entretanto, é preciso fazer o acompanhamento porque pode acontecer de os inchaços persistirem. Nesse caso, existe o risco de coalescência, quando os linfonodos aderem uns aos outros. E ainda, é preciso ter atenção quando ocorrem sintomas associados, como febre, perda de peso e sudorese noturna.

Isso porque esses sintomas são indicativos de que alguma outra doença pode estar em curso. Ajudam a levantar suspeitas sobre as doenças linfoproliferativas das quais falamos, e podem ser um indício também de infecções nos próprios linfonodos.

Sendo assim, alterações que surgem na região da cabeça e do pescoço devem ser investigadas. Porém, é preciso ainda mais atenção quando surgem sintomas associados e quando percebemos que esses nódulos têm algumas características específicas.

Alguns fatores de atenção relacionados ao aumento dos linfonodos são: presença de linfonodos com mais de 2 cm, que se encontram aderidos a diferentes tecidos em vários locais, endurecidos, e tempo prolongado / persistente de aumento.

Então, tenha sempre atenção investigando o seu próprio corpo para identificar esses inchaços nos linfonodos do pescoço. Quando houver persistência, ou em caso de dúvida e de sintomas associados, procure o quanto antes o Cirurgião de Cabeça e Pescoço para que, se for preciso, o tratamento seja iniciado.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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