Linfoma: quais são os principais sintomas?

Muitas pessoas costumam associar o desenvolvimento de tumores malignos a órgãos específicos, como o pulmão, o fígado, o útero ou a próstata. No entanto, você sabia que o câncer também pode atingir todo um sistema do nosso organismo?

O linfoma é um tumor do sistema hematológico, e, por isso, não é um tumor de órgão sólido. Por este motivo, considera-se os linfomas tumores sistêmicos.

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre o linfoma e os seus dois grandes grupos. Apresentaremos as características dessa doença e os seus principais sintomas para que você fique alerta, afinal, o linfoma é um tipo de câncer frequentemente visto em nossa especialidade.

O linfoma e seus diferentes tipos

Conforme explicamos, o linfoma é um tipo de câncer que se instala no sistema hematológico. Ele é responsável para produzir e transportar os glóbulos brancos por todo o nosso organismo, e são essas células que ajudam nas defesas do corpo, combatendo infecções, por exemplo.

A doença se manifesta quando uma célula linfática apresenta mutações e começa a se multiplicar descontroladamente, disseminando-se pelo organismo. Existem mais de 60 tipos diferentes de linfoma, porém, são divididos em dois grandes grupos chamados de linfoma Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH).

A diferença entre esses dois grandes grupos está nas características das células malignas. Por isso, sua identificação é feita por meio de exames microscópicos e reações químicas (conhecidas como Imunohistoquímica) para definir qual subtipo de linfoma apresentado.

Principais sintomas do linfoma 

Os sintomas do linfoma podem variar de acordo com o seu tipo e também do lugar onde se originou. Em muitos casos, a doença se mostra assintomática ou pouco sintomática, quando em estágios iniciais.

De toda forma, um dos principais sintomas do linfoma é a percepção de linfonodos com tamanho aumentado. Popularmente, esse problema é conhecido como íngua, mas não está relacionado a um processo infeccioso. O que acontece é a proliferação desordenada dos glóbulos brancos, que leva ao crescimento anormal dos linfonodos.

Esses caroços ou nódulos costumam ser mais frequentes nas axilas, no pescoço e na virilha.

Outros sintomas também podem se manifestar, como:

  • febre;
  • fraqueza;
  • perda de peso;
  • suor excessivo;
  • sudorese noturna;
  • aumento do volume abdominal;
  • coceira;
  • cansaço;
  • perda de apetite;
  • mal estar;
  • tosse;
  • falta de ar;
  • dor abdominal, cervical ou no tórax.

Lembrando que os sintomas podem aparecer combinados ou mais isoladamente, a depender do tipo de doença, da origem da mesma e do próprio paciente. Em muitos casos, as manifestações são semelhantes a outras doenças, por isso, na presença de qualquer incômodo, é muito importante procurar um médico.

O linfoma tem cura?

De maneira geral, o surgimento dos linfomas não estão associados a hábitos de vida e, portanto, não existem recomendações de como se evitar seu surgimento. Entretanto, ele pode ser tratado e as chances de cura são altas em diferentes estágios da doença.

A principal forma de tratamento dos linfomas é através de medicações, tais como quimio e imunoterapia. A função do Cirurgião de Cabeça e Pescoço, nestes casos, se limita a auxiliar no diagnóstico, desde o momento da avaliação inicial até a biópsia do linfonodo suspeito, quando indicado.

As taxas de cura, com os novos entendimentos sobre as doenças e os esquemas de quimioterapia associados a imunoterapia, quando indicado, costumam ser altas, alcançando 70 – 90%, a depender do quadro.

Por isso, é importante identificar o linfoma o quanto antes para que ele possa ser devidamente tratado.

Assim os prejuízos para o organismo serão menores e ficará mais fácil conter a evolução da doença, com grande chance de obter a cura. Portanto, esteja atento aos sintomas do linfoma, em especial se você tiver casos na família, e sempre que houver dúvidas, procure um médico.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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