Início » Fatores de Risco e Diagnóstico do Câncer de Laringe!

Foto do Dr. Arthur Vicentini.Dr. Arthur Vicentini
Cv Lattes
GoogleMyCitations
CRM: 15.4086

Fatores de Risco e Diagnóstico do Câncer de Laringe!

O principal fator de risco para o desenvolvimento para o câncer de laringe é o tabagismo. Assim como pode ocorrer em lesões de outras partes do trato aerodigestivo alto, o uso concomitante de álcool em grande quantidade e de tabaco podem ser uma associação muito perigosa.

Esforços vocais intensos repetidamente e exposição a produtos químicos também podem levar a  processos inflamatórios crônicos, com risco de evolução para tumores.

A imagem mostra um medico segurando o pescoço de uma senhora.

Você sabia que, em homens acima dos 40 anos, até 25% dos tumores malignos que acometem a região da cabeça e pescoço são na topografia da laringe? Já no caso das doenças malignas de um modo geral, esse problema representa 2% das mesmas. Por conta desta relevância na população, preparamos este artigo. Leia e saiba mais!

Quando descoberto de forma precoce, o câncer de laringe tem cura, daí a importância de conhecer seus sintomas. Porém, entender as causas é fundamental para que se possa fazer a sua prevenção. Neste artigo você verá:

1. Causas do câncer de laringe

2. Sintomas do câncer de laringe

3. Diagnóstico e tratamento do câncer de laringe

Boa leitura!

Causas do câncer de laringe

O câncer de laringe pode acometer as diferentes partes desse órgão, sendo a supraglote, glote e subglote suas divisões anatômicas. De todos os tumores que acometem essa região, dois terços deles costumam acometer as pregas vocais (popularmente conhecidas como “cordas vocais”). De todos os subtipos de tumores da laringe, o mais comum é o carcinoma de células escamosas, que representa 90% dos casos.

Como acontece com outros tipos de câncer, aquele que atinge a laringe é favorecido por alguns fatores de risco. O principal fator de risco para o surgimento dos tumores da laringe é, sem nenhuma dúvida, o tabagismo, uma vez que o fumo aumenta em até dez vezes o risco de desenvolvimento da doença.

Ela também pode ser causada pelo consumo de bebidas alcoólicas. Mais um fator que aumenta a suscetibilidade é o mau uso da voz; Nos últimos anos, tem sido comprovada a relação da obesidade com o surgimento de algumas neoplasias malignas, o que também é o caso dos tumores de laringe.

O câncer de laringe pode, ainda, se manifestar devido à exposição a alguns agentes prejudiciais, como amianto, poeiras (de madeira, couro, cereal, cimento), fuligem de carvão, agrotóxicos e solventes orgânicos, e etc.

Sintomas do câncer de laringe

A depender da região da laringe acometida (supraglote, glote ou subglote), os sintomas dos tumores de laringe podem diferir um pouco. Mas, via de regra, os sintomas guardam certa semelhança. Sendo assim, no câncer de laringe os sintomas que podem se manifestar são:

  • tosse persistente;
  • dificuldade para respirar;
  • mudança de voz
  • dor persistente na garganta;
  • perda de peso;
  • formação de nódulo ou massa no pescoço.

É válido saber que o local onde o câncer de laringe se manifesta influencia os sintomas que o paciente percebe. Um tumor supraglótico, por exemplo, costuma manifestar dor de garganta, principalmente na hora de engolir, além de ser mais facilmente acometido por metástases (surgimento de nódulos em região de linfonodos).

Por outro lado, quando se trata de um tumor glótico, ocorre a rouquidão e falta de ar. Assim, embora no câncer de garganta os sintomas sejam parecidos, mesmo quando se trata das variações de uma mesma doença, percebemos sinais diferentes, e eles auxiliam no diagnóstico médico.

Diagnóstico e tratamento do câncer de laringe

Como acontece com outros tipos de tumor maligno, o diagnóstico precoce auxilia nos resultados do tratamento e na redução de sequelas do mesmo.

Isso porque, quando a doença já está muito extensa, o tratamento se torna mais invasivo e pode trazer grandes perdas para o paciente.

Para diagnosticar o câncer de laringe é realizado o exame de laringoscopia que, além de permitir a visualização dos tecidos da laringe, possibilita fazer a coleta de fragmentos para realização de uma biópsia, em casos selecionados.

Com o resultado desses exames em mãos, o médico conhece o tipo de tumor e pode guiar da melhor forma o tratamento. Além disso, é necessário completar o estadiamento do tumor, ou seja, conhecer a extensão local, regional e à distância do mesmo.

O tratamento pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinações desses métodos.

Alguns pacientes podem precisar da laringectomia total, quando é feita a retirada de toda a laringe (“caixa da voz”). Nesse caso, a voz fisiológica é perdida por causa da retirada também das cordas vocais. O paciente precisará, ainda, de uma traqueostomia definitiva.

Quando possível, algumas técnicas de laringectomia parcial podem ser empregadas, sendo a via endoscópica ou a via aberta possíveis de se analisar.

Para pacientes com lesões menores e que ainda tenham a funcionalidade da laringe preservada, podemos propor tratamento com radioterapia (associada ou não à quimioterapia), com o intuito de preservar a voz.

O câncer de laringe pode ser tratado, mas em alguns casos o tratamento deixa sequelas, causando alterações da qualidade de vida, problemas de fala, respiração e deglutição.

 Sendo assim, é importante ficar atento a qualquer sintoma que envolva o ouvido, nariz e garganta. Em caso de dúvida, consulte um Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Dessa forma, o câncer de laringe pode ser diagnosticado o quanto antes para que o tratamento tenha os melhores resultados associados à menores sequelas e maiores chances de cura.

dr arthur vicentini assinatura

Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

faixa-dr-arthur-300x2-300x2

Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

faixa-dr-arthur-300x2-300x2

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × um =

POSTS RELACIONADOS

× Agende sua Consulta