Dr. Arthur Vicentini

Cirurgia de paratireoide: Como funciona o pré-operatório?

Atualizado em 16/11/2021
Tempo de leitura: 3 min.

O pré-operatório da cirurgia de paratireoide envolve a realização de avaliação clínica e laboratorial, além de exames localizatórios que auxiliam o cirurgião a planejar a abordagem que será realizada, além de conhecer a saúde do paciente de um modo geral, garantindo mais segurança durante o procedimento.

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Toda cirurgia requer uma preparação do paciente para que o procedimento aconteça com segurança e maior precisão, alcançando um excelente resultado terapêutico. Isso não é diferente quando se trata da cirurgia das paratireoides - conhecida como paratireoidectomia.

Nesse caso, a preparação começa com uma avaliação clínica abrangente, para que se confirme o diagnóstico e a indicação de realização do procedimento, além de sua extensão.

Após isso, é importante que se faça uma avaliação do paciente para identificar qual é a glândula que está com problema, e também uma investigação completa da sua saúde, seguindo os protocolos básicos antes de procedimentos cirúrgicos.

Neste artigo você vai entender um pouco mais a respeito dessa preparação e de quando é necessário fazer a paratireoidectomia. Acompanhe! 

Quando é preciso fazer a paratireoidectomia? 

Geralmente temos quatro glândulas paratireóides. Elas são pequenas e se localizam logo atrás da tireoide, na região central do pescoço. Porém, algumas pessoas podem ter ainda outras glândulas e em posições diferentes. Elas são responsáveis pela produção do paratormônio (PTH), o hormônio paratireoidiano, como também é chamado. 

A função desse hormônio é manter o equilíbrio da quantidade de cálcio presente no sangue. Normalmente, há uma relação inversamente proporcional: quando o cálcio sobe, o PTH baixa. E quando o cálcio no sangue diminui, o PTH sobre. 

Entretanto, existem algumas situações que podem fazer com que as glândulas paratireoides funcionem de uma maneira desequilibrada. É o caso, por exemplo, de quando elas aumentam de volume e passam a produzir mais PTH do que deveriam. 

Esse mau funcionamento das paratireoides também pode acontecer em consequência de outros problemas (chamado de hiperparatireoidismo secundário). Pacientes que usam medicações que alteram as taxas de cálcio e aqueles que passam cronicamente por hemodiálise, por exemplo, podem apresentar problemas nas glândulas paratireoides.

Nos casos em que há distúrbios do organismo relacionados a esse desbalanço do cálcio x PTH, é recomendada a cirurgia para retirada da(s) paratireoide(s) doente(s). O procedimento também costuma ser indicado para os pacientes com menos de 50 anos, pelo tempo de evolução que ainda deve haver, relacionado à expectativa de vida do paciente.

Isso porque o mau funcionamento da glândula paratireoide pode desencadear complicações, como:

  • pedras nos rins (calculose urinária);
  • comprometimento da função renal;
  • osteoporose;
  • alterações neurológicas e gastrointestinais;
  • dores nos ossos.

Quais exames indicam a necessidade de fazer a cirurgia de paratireoide?

Para definir a necessidade de realizar ou não a cirurgia de paratireoide, o Cirurgião de Cabeça e Pescoço solicitará alguns exames de órgãos-alvo, a fim de identificar se as glândulas paratireóides estão ocasionando problemas para o organismo. O especialista vai pedir:

  • exames de sangue e urina, para avaliar a concentração de cálcio e as funções renais;
  • densitometria óssea, para medir a densidade mineral dos ossos;
  • exames de imagem dos rins, para conferir a estrutura dos órgãos e a possível presença de cálculos;
  • radiografia dos membros, para verificar a presença de calcificações extra-ósseas.

Se de fato houver necessidade de fazer a cirurgia de paratireóide é dado início à preparação pré-operatória.

Como é a preparação para a cirurgia de paratireoides?

A preparação para cirurgia de paratireoide envolve exames específicos para tentar localizar as glândulas e avaliar a saúde do paciente de um modo geral. No primeiro caso, esses exames são chamados de localizatórios.

Eles são importantes para que o Cirurgião de Cabeça e Pescoço possa identificar qual glândula paratireóide está comprometida, podendo ser encontrada mais do que uma delas. Assim, pode fazer o planejamento da cirurgia de uma forma mais eficiente para trabalhar apenas as glândulas doentes, evitando que as saudáveis e estruturas nobres da região cervical sejam lesadas. Isso também contribui para minimizar o tempo da cirurgia e favorecer o pós-operatório. 

Depois, serão solicitados os exames pré-operatórios comuns para outros procedimentos cirúrgicos. É preciso fazer exames de sangue, para conhecer a taxa de glicemia, também verificar a coagulação sanguínea, avaliar a presença de possíveis infecções, verificar o funcionamento do coração, entre outros.

Essas medidas são importantes para conferir se o paciente está com boa saúde para realizar a cirurgia, e se há risco de complicações em decorrência do seu estado clínico. O Cirurgião de Cabeça e Pescoço poderá deixar outras recomendações e solicitar mais exames, de acordo com a necessidade de cada paciente.

Sendo assim, o pré-operatório pode sofrer algumas variações de um caso para o outro. O mais importante é sempre seguir a recomendação do especialista para que essa preparação para a cirurgia de paratireoide seja eficiente, contribuindo para a segurança do procedimento e a recuperação.

Dr Arthur Vicentini | Dr. Arthur Vicentini CRM 154.086
Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz
CRM-SP 15.4086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
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