Câncer de Tireoide: sintomas e tratamento da doença

Os tumores malignos, conhecidos como câncer, podem acometer qualquer órgão do corpo humano. Os tumores de tireoide são alguns dos mais frequentemente encontrados na população brasileira, sendo o 5o mais comum em mulheres e um pouco menos comum em homens. Vale ressaltar que os tumores de tireoide têm tido sua incidência aumentada ao longo dos anos, segundo os estudos internacionais.

O câncer de tireoide costuma ser pouco agressivo e, por conta disso, traz poucos sintomas. Por esse motivo, é importante a realização do auto-exame, que consiste em observar a região anterior do pescoço e fazer manobras como engolir água e palpar esta região.

O diagnóstico precoce e tratamento adequado são importantes para obtermos os resultados mais adequados e alcançar a cura.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então continue lendo para entender ao certo o que é o câncer de tireoide, de que maneira ele pode ser identificado e quais são as opções de tratamento disponíveis atualmente.

O que é o câncer de tireoide

A formação de nódulos na tireoide é um problema comum. Cerca de 90% deles são benignos e, portanto, não precisam ser operados, a não ser que cresçam muito e levem a compressão de estruturas do pescoço e atrapalhem funções como engolir, respirar e falar. Os 10% restantes apresentam algum grau de malignidade, sendo chamados de câncer da tireoide.

Essa doença ocorre por conta de células da glândula tireoide que sofrem determinadas mutações em seu código genético e passam a se multiplicar de forma desordenada, levando ao surgimento de nódulos, que tendem a crescer ao longo do tempo.

Existem diferentes tipos de câncer de tireoide sendo os dois mais comuns os chamados tumores bem diferenciados, englobando o Carcinoma Papilífero e o Carcinoma Folicular. Existem vários outros subtipos de tumores de tireoide (Exemplo: Medular, Anaplásico, Insular, etc.), mas estes são mais raros, apesar de serem mais agressivos e costumam originar metástases.

A população feminina apresenta taxas maiores de incidência de câncer de tireoide, sendo cerca de 3 vezes mais comum do que entre os homens. Qualquer pessoa pode desenvolver esse problema e as causas estão sendo estudadas, mas alguns grupos de risco são conhecidos.

  • Pacientes com histórico familiar da doença;
  • Pacientes com nódulos volumosos e de crescimento rápido;
  • Idade superior a 40 anos;
  • Pessoas submetidas a tratamentos com radiação no pescoço, cabeça ou tórax, em especial na infância e adolescência.

É muito importante ter em mente que um fator de risco não implica necessariamente que uma pessoa desenvolverá câncer de tireoide. Entretanto, há caso em que é recomendado manter o acompanhamento médico mais próximo.

Sintomas do câncer de tireoide

O principal sintoma inicial do Câncer de Tireoide é o surgimento de nódulos na região anterior do pescoço, onde se localiza a glândula. Este nódulo pode se movimentar quando o paciente engole líquidos, alimentos ou saliva. Sintomas como dor, vermelhidão e inflamação são incomuns, levando a pensar em tumores mais agressivos, que são raros.

Em casos mais avançados, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Inchaço no pescoço;
  • Dor cervical;
  • Rouquidão e outras alterações na voz;
  • Dificuldade para engolir;
  • Sensação de sufocamento e problemas respiratórios. 

Alguns nódulos benignos também podem desencadear esses sintomas, sendo assim, caso você identifique um caroço na região do pescoço é fundamental procurar um especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço para que ele possa fazer um exame mais aprofundado e obter um diagnóstico preciso.

Opções de tratamento para câncer de tireoide

Como já dissemos, mesmo os tumores malignos de tireoide costumam ter comportamento pouco agressivo, proporcionando bons resultados quando tratados de forma adequada.

Por ser um tumor muito frequente, os tratamentos para eles são bastante estudados e alguns avanços têm sido feitos nos últimos anos.

A principal forma de tratamento adotada para o Câncer de Tireoide é a cirurgia. Por meio dela fazemos a remoção parcial ou total da glândula tireoide para eliminar os tumores.

Dependendo de critérios de agressividade e da presença de metástases para os linfonodos do pescoço, fica indicada a realização da retirada destes linfonodos, o que conhecemos como Esvaziamento Cervical, que consiste em remover todo o tecido linfático da região, para evitar recidivas e persistência da doença.

Em certos casos, quando os tumores se apresentam com maior chance de recidiva, deve ser indicado o tratamento com iodo radioativo. A ideia é que as células que possam ter permanecido na loja tireoideana ou em outras regiões do pescoço ou do organismo captem o iodo radioativo e morram por conta da emissão da radiação emitida por ele.

Também é possível realizar imunoterapia, quimioterapia e radioterapia, mas essas modalidades de tratamento ficam reservadas para tumores muito agressivos, com múltiplas recidivas ou sem possibilidade de tratamento cirúrgico.

Para a maioria dos tumores de tireoide, as chances de cura são altas, em especial nos estágios iniciais da doença.

Como o câncer de tireoide é uma doença silenciosa, é muito importante analisar se você está em um grupo de risco para o desenvolvimento dele. Além disso, o autoexame é essencial para identificar possíveis alterações na região do pescoço e procurar ajuda de um especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço para fazer a avaliação e propor o tratamento adequado.

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP).

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Por Dr. Arthur Vicentini
da Costa Luiz.

CRM-SP 154086

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atua como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e médico colaborador da da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

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