Dr. Arthur Vicentini

PAAF: Como é realizado o exame e qual o preparo?

Atualizado em 15/03/2022
Tempo de leitura: 3 min.

O exame de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) é feito utilizando uma agulha ainda mais fina do que a utilizada para fazer a coleta de sangue para exames como o hemograma, por exemplo. Por isso, apesar de um pouco incômodo para alguns pacientes, é um procedimento considerado seguro e rápido.

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A ocorrência de nódulos na tireoide, em glândulas salivares e massas ou linfonodos cervicais é bastante comum e, na maioria das vezes, trata-se de tumores benignos. Entretanto, existe o risco do desenvolvimento de tumores malignos, além disso, é preciso monitorar esses nódulos para acompanhar a sua evolução ao longo do tempo. 

O exame de PAAF é o procedimento que costuma ser realizado para definição diagnóstica, após ser coletada uma boa história clínica e realizados exames de imagem. Esse exame não é considerado como complexo e tem uma baixa invasividade.

Se você ainda não conhece, continue lendo o artigo para conferir como a PAAF é realizada, e ainda descubra se é necessário algum preparo especial para se submeter ao procedimento.

Como a PAAF é feita? 

A sigla PAAF significa Punção Aspirativa por Agulha Fina. Esse exame é um método muito utilizado para complementação diagnóstica em nossa especialidade e considerado como seguro. Ele é realizado para fazer a coleta de uma porção de células de nódulos ou lesões identificados em órgãos e tecidos da região cervical, como no caso da glândula tireóide.

O objetivo é encaminhar essas células para serem analisadas, a fim de identificar se existe ou não a presença de malignidade e para fazer outras análises, que permitam obter um diagnóstico preciso do nódulo.

Para realização desse exame, é utilizada uma agulha fina, que é tão fina ou mais do que se usa para fazer a coleta de amostras de sangue para exames como o hemograma, por exemplo. Atualmente, entende-se que a punção deve ser sempre guiada por ultrassonografia ou outros métodos de imagem, o que aumenta a assertividade do exame.

Assim ele consegue localizar com maior precisão o nódulo ou cisto que deseja examinar. Em seguida, insere a agulha e com ela aspira algumas células. Elas são colocadas em uma lâmina de vidro e recebem preparo especial, para que o médico Patologista possa fazer a análise, ao microscópio.

Existe algum tipo de preparo para esse exame

Explicamos que o PAAF é um exame pouco invasivo e consiste apenas em fazer a coleta de algumas células utilizando uma agulha de calibre fino. O desconforto que o paciente sente costuma ser apenas a picada da agulha, como se estivesse coletando sangue, além de alguma dor local após alguns dias.

Por se tratar de um procedimento considerado seguro e que não apresenta uma alta invasividade, podemos aplicar anestesia local, mas não se faz necessário aplicação de anestesia geral ou sedação. O exame pode ser feito no próprio ambulatório ou laboratório especializado, então, também não é necessária a internação hospitalar ou qualquer outra medida mais complexa.

O paciente não precisa fazer preparos específicos, exceto evitar alimentação pesada e ter o pescoço limpo e seco durante o exame. Ele pode manter a sua rotina normalmente e, após a realização do exame, também não existe necessidade de algum cuidado especial. 

Quando é preciso fazer o exame PAAF?

A punção aspirativa por agulha fina é solicitada pelo Cirurgião de Cabeça e Pescoço geralmente após a realização do exame de ultrassonografia da tireóide ou outras partes do pescoço. Com base no resultado obtido por esse procedimento, o especialista define se é preciso ou não fazer algum procedimento cirúrgico para complementar a investigação ou mesmo tratamento.

Não são todos os nódulos cervicais que precisam de punção, mas este exame é bastante indicado quando há dúvidas sobre malignidade relacionada a um nódulo. 

Como você pode ver, a PAAF é uma técnica utilizada para coletar amostras do nódulo e realizar uma biópsia. Assim, é um procedimento muito importante para obter um diagnóstico preciso dos nódulos que se formam na tireoide ou em outras partes do pescoço, contribuindo para nortear as decisões do Cirurgião de Cabeça e Pescoço, a fim de preservar a saúde do paciente.

Dr Arthur Vicentini | Dr. Arthur Vicentini CRM 154.086
Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz
CRM-SP 15.4086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
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