Dr. Arthur Vicentini

Nódulo na Tireoide: como funciona a Radioablação?

Atualizado em: 21/03/2023
Tempo de leitura: 5 minutos
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A ablação de nódulos tireoideanos por radiofrequência, também conhecida como Radioablação, é uma técnica relativamente nova, que permite o tratamento de nódulos da glândula tireoide sem a necessidade de utilização da cirurgia convencional.

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Nódulo Na Tireoide: Como Funciona A Radioablação?


Você já ouviu falar dessa opção de tratamento? Sabe para quais casos ela é indicada e quem pode se beneficiar dela?

Os nódulos de tireoide são bastante comuns na nossa população em geral, principalmente em mulheres, depois dos 50 anos. Mas isso não quer dizer que não possa surgir em homens adultos, adolescentes e até em crianças. Na maioria das vezes, são formações benignas que necessitam apenas de acompanhamento, mas alguns nódulos crescem e começam a provocar sintomas, além de outros, que podem ter um componente de malignidade, exigindo intervenção médica.

O tratamento clássico dos nódulos de tireoide, quando há indicação específica, é a remoção cirúrgica. A descrição deste tipo de procedimento é bastante antiga, tendo sido padronizada no início do século XX, sofrendo algumas alterações com a evolução da Medicina.

Tal como todo procedimento médico, a tireoidectomia tem seus riscos, benefícios e consequências associados.

Com intuito de reduzir as abordagens cirúrgicas e realizar procedimentos menos invasivos em pacientes selecionados, novas técnicas têm sido criadas e desenvolvidas. Uma delas é a ablação por radiofrequência de nódulos tireoideanos, também conhecida como radioablação.

Neste artigo você vai conhecer o tratamento de radioablação para nódulos tireoidianos e descobrir as vantagens e limitações que a técnica oferece. Continue lendo!

O que é a radioablação?

A radioablação, ou ablação por radiofrequência, é uma técnica de baixa invasividade que utiliza radiofrequência para produzir um efeito de redução dos nódulos da tireóide e inibir o seu crescimento.

O procedimento tem um grau de invasividade baixo porque, diferentemente da cirurgia, não é necessário realizar incisões (cortes) cortes para tratar o nódulo tireoidiano, além de poder ser feito sob anestesia local com sedação. Isso minimiza os riscos da terapia e garante uma recuperação mais rápida para o paciente.

Como a radioablação funciona?

A radioablação tem alguma semelhança com a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), utilizada para investigação diagnóstica dos nódulos tireoideanos.
Conforme dissemos, a radioablação pode ser feita sob anestesia local e com uma sedação, para maior conforto. Assim como na PAAF, o procedimento deve ser guiado por ultrassom.

O aparelho de ultrassom costuma ser utilizado para que o Cirurgião de Cabeça e Pescoço consiga visualizar com maior precisão a posição em que o nódulo se encontra. Uma agulha é inserida através da pele até chegar ao nódulo e é conectada a um aparelho que faz a emissão de radiofrequência, sendo operado conjuntamente por um técnico especializado durante o procedimento.

Ela é inserida no nódulo e a radiofrequência produz calor para elevar a temperatura dentro do nódulo. Dessa forma, um processo inflamatório é estimulado e isso faz com que o nódulo possa apresentar algum aumento de volume e, depois disso, reduza de volume com o passar do tempo.

O procedimento dura cerca de 45 minutos a 1 hora e meia, a depender do tamanho do nódulo, e podem ser necessárias mais de  uma sessão para realizar a ablação por completo do(s) nódulo(s). Após finalizado o procedimento, o paciente deve permanecer em observação por algumas horas e depois receber alta para voltar para casa, podendo ser no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento, caso tudo transcorra bem.

Durante os seis meses seguintes, o nódulo tende a reduzir de forma considerável. Até o final do tratamento, é esperada uma redução de cerca de 80% a 90% de seu volume. Apesar de não ser uma redução total, o nódulo já reduzido tende a se estabilizar e não crescer novamente. As chances de recidiva são muito pequenas, conforme os estudos disponíveis atualmente.

Em quais casos a radioablação é indicada?

A radioablação é indicada para o tratamento de nódulos benignos da tireoide, em especial aqueles que começam a manifestar sintomas compressivos, causando, por exemplo, dificuldade para respirar ou para engolir, em função do aumento de volume do nódulo, empurrando as estruturas ao redor.

Ainda não se sabe ao certo a segurança da técnica para tratar também os nódulos malignos. Existem estudos novos, sugerindo segurança para a realização de radioablação em nódulos malignos. Por isso, a aplicação da técnica nesse sentido, em nossa opinião, ainda demanda evidências mais fortes, para garantir que seja segura e eficiente.

Quais são as vantagens da radioablação para tratar nódulos de tireoide? 

Uma das grandes vantagens da radioablação para tratar os nódulos de tireoide é o menor grau de invasividade da técnica. No entanto, nem todos os pacientes devem se beneficiar desta opção de tratamento e, como a cirurgia tradicional traz taxas de complicação bastante baixas quando realizadas por Cirurgiões de Cabeça e Pescoço com boa formação e experiência e as taxas de sucesso são bastante elevadas, a seleção de pacientes para utilização desta ferramenta deve ser muito criteriosa, levando em consideração diversos aspectos relacionados ao paciente, ao nódulo e ao cirurgião.

Como você viu, não é necessário fazer cortes, os riscos de complicações (principalmente hematomas e lesão térmica de nervo laríngeo, traqueia e vasos sanguíneos) são menores e a recuperação é mais rápida. Além da valorização estética do paciente, que não ficará com cicatrizes.

Outra vantagem significativa é a preservação das funções da tireoide, afinal, é possível manter a glândula funcionando e produzindo hormônios. As chances de um nódulo crescer novamente são pequenas, o que garante a segurança e a eficiência da técnica, conforme os estudos já publicados nesse sentido.

A radioablação é um tratamento que vem ganhando espaço devido às vantagens que proporciona. Entretanto, somente o Cirurgião de Cabeça e Pescoço pode dizer qual tratamento é mais recomendado em cada caso. Portanto, sempre conte com o suporte de um bom especialista.

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Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz

CRM-SP 154.086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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