Dr. Arthur Vicentini

Níveis de Linfonodos Cervicais e Esvaziamento Cervical

Atualizado em: 16/11/2021
Tempo de leitura: 3 minutos
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Os linfonodos cervicais, também conhecidos como gânglios linfáticos, são pequenas estruturas relacionadas ao sistema linfático.

Quando pensamos na especialidade da Cirurgia de Cabeça e Pescoço, logo nos vem à mente a questão dos linfonodos do pescoço e o esvaziamento cervical, que é uma cirurgia bastante frequente e específica da área.

Existe uma quantidade muito grande de linfonodos no nosso organismo. Esses linfonodos fazem parte do sistema de drenagem, do nosso sistema imunológico e ajudam na proteção contra infecções e inflamações de determinadas regiões.

Porém, também podem estar envolvidos em situações de tumores tanto dos próprios linfonodos quanto de outras regiões que se espalham para eles.

Níveis de Linfonodos Cervicais

Quando falamos a respeito de linfonodos do pescoço, falamos sobre uma divisão bastante definida.

Quando pegamos um exame que fala para nós "linfonodos em nível 2", "linfonodos em nível 3" do pescoço, não estamos falando de gravidade e nem de tamanho, estamos falando de localização.

  • Nível 1: está localizado na região abaixo do queixo, abaixo da mandíbula.
  • Nível 2: está localizado perto da ponta da orelha.
  • Nível 3: está localizado na parte média lateral do pescoço.
  • Nível 4: está localizado próximo da clavícula, o osso que divide o tórax do pescoço.
  • Nível 5: está localizado na região posterior, látero-posterior.
  • Nível 6: está localizado na região anterior onde ficam as estruturas como laringe, traqueia e a própria glândula tireoide.

Esvaziamento Cervical

O esvaziamento cervical é a retirada dos linfonodos de toda uma região dessas, dos níveis 1 ao 6.

Normalmente a retirada desses linfonodos é feita quando temos doenças com suspeita de malignidade ou com malignidade confirmada, em situações em que é necessário fazer a retirada completa do componente.

Exceto em situações de biópsia, onde retiramos apenas um componente para análise.

Mas em relação ao tratamento, ao esvaziamento, é preciso retirar todos os componentes daquela região.

Os linfonodos são retirados em blocos, e junto com eles, alguns vasos, nervos ou algumas outras estruturas.

É muito importante que se preserve estruturas nobres para evitar sequelas relacionadas ao tratamento.

Dependendo do lugar onde é o tumor primário, da localização em que tem linfonodos acometidos, a retirada é feita de acordo com o nível e a característica de cada doença, de como ela se propagou, cresceu e se tem alguma outra indicação para fazermos essa ressecção.

Como já dito, a preocupação é sempre retirar tudo o que precisa retirar e manter tudo o que precisa manter.

Não se pode deixar, por exemplo, uma região que esteja com suspeita de acometimento ou que esteja próximo de regiões acometidas, pois, isso vai fazer com que o paciente tenha uma recidiva, uma persistência da doença e o tratamento não tenha sido bem sucedido.

Ou retirar uma estrutura nobre, por exemplo, um vaso sanguíneo que leva o sangue do coração pro cérebro, alguma função importante, e isso trazer sequelas para o paciente.

Em situações específicas, dependendo do acometimento da doença, faz-se o ressecamento de algumas dessas estruturas nobres, sempre pensando na condição de resolver o tratamento, de resolver a doença específica do paciente.

Então, todo o tratamento, essa movimentação do pescoço, tem que ser feita com bastante cuidado, por um cirurgião experiente e bem informado para que o paciente tenha o maior sucesso oncológico possível e o mínimo de sequelas.

Se vocês tiverem dúvidas, tiverem alguma pergunta, fiquem à vontade para mandar que nós vamos sempre tentando orientar. E em casos, claro, de situações mais específicas, fiquem à vontade para procurar o consultório porque é assim que a gente consegue tirar as dúvidas, fazer avaliações completas e efetivamente ajudar os pacientes com seus tratamentos.

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Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz

CRM-SP 154.086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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