Dr. Arthur Vicentini

Diagnóstico de adenoma pleomórfico? Saiba como se tratar!

Atualizado em: 24/05/2023
Tempo de leitura: 3 minutos
O adenoma pleomórfico consiste em um tumor benigno das glândulas salivares que surge sem gerar sintomas inicialmente. Porém, é necessário abordá-lo precocemente, visto as pequenas, mas presentes, chances de se transformar em câncer. Entenda como funciona!
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Diagnóstico De Adenoma Pleomórfico? Saiba Como Se Tratar!

O adenoma pleomórfico consiste em um tumor benigno que se desenvolve nas glândulas salivares, geralmente na glândula parótida, a maior das glândulas salivares.

Na maioria dos casos, o crescimento do adenoma pleomórfico é lento e inicialmente não gera sintomas. Porém, apesar de ser um tumor benigno, há chances (ainda que baixas) dessa lesão evoluir para um câncer ao longo do tempo.

Quando detectado na fase inicial, o paciente com adenoma pleomórfico pode ser curado da doença por meio da remoção cirúrgica do tumor. 

Nesse artigo, falaremos sobre o diagnóstico de adenoma pleomórfico e como funciona o tratamento dessa condição. Leia até o final!

Quais os sintomas do adenoma pleomórfico?

Não há clareza sobre as causas do adenoma pleomórfico. Porém, sabe-se que seu desenvolvimento se dá por meio de uma rápida multiplicação celular do tecido glandular, formando um nódulo. 

Inicialmente, o adenoma pleomórfico pode não apresentar sintomas e nem ser percebido nos primeiros meses, visto que seu crescimento não costuma gerar dor.

Quando presentes, em casos mais avançados, os sintomas do adenoma pleomórfico incluem um nódulo ou massa na região da glândula salivar afetada, dor, perda de sensibilidade na face, vermelhidão, alterações no movimento facial e problemas para abrir a boca. 

Esses sintomas podem ser causados por outras condições, por isso, é importante consultar um médico para realização de uma investigação mais apurada.

Como é feito o diagnóstico do adenoma pleomórfico?

O diagnóstico do adenoma pleomórfico geralmente começa com a coleta da história do paciente e realização de exame físico. Partindo dessas informações, pode-se solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para avaliar a localização, tamanho e extensão do tumor.

A realização de biópsia também é frequentemente realizada para confirmar o diagnóstico. Durante esse procedimento, uma pequena amostra do tecido do tumor é retirada e examinada em um laboratório. A biópsia também pode ajudar a determinar se o tumor é benigno ou maligno, embora o adenoma pleomórfico seja quase sempre benigno.

Como funciona o tratamento do adenoma pleomórfico?

O tratamento do adenoma pleomórfico depende da localização e tamanho do tumor, além da idade e saúde geral do paciente. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia para remover o tumor, embora outros tratamentos possam ser necessários em casos mais avançados.

Quando o adenoma pleomórfico se localiza mais superficialmente, pode-se remover apenas parte da glândula parótida, especificamente. Porém, em casos em que ele está aderido mais profundamente aos tecidos, é necessário remover toda glândula. No caso da glândula parótida, o cirurgião deve ter muito cuidado com o nervo facial, que tem uma relação próxima com essa estrutura. 

A taxa de cura do adenoma pleomórfico é alta, mas é necessário se atentar e acompanhar além da glândula acometida, também as demais glândulas salivares, visto o risco de o paciente desenvolver novamente essa condição.

A cirurgia para remover o adenoma pleomórfico é geralmente realizada sob anestesia geral. O objetivo da cirurgia é remover todo o tumor, enquanto preserva a função da glândula salivar afetada e minimiza os riscos de recorrência do tumor. 

Em casos de recorrência frequente, pode ser necessário utilizar radioterapia para evitar progressão e complicações cirúrgicas de reabordagens. Caso o tumor tenha sofrido transformação para malignidade, o paciente pode precisar de quimioterapia e/ou radioterapia adicionais.

Como não há conhecimento sobre as causas do adenoma pleomórfico, deve-se estar atento ao surgimento de um nódulo na região do pescoço. Em caso de dúvidas, é essencial procurar um Cirurgião de Cabeça e Pescoço para realizar a investigação e propor o melhor tratamento para cada caso!

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Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz

CRM-SP 154.086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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