Dr. Arthur Vicentini

Como funciona a Radioablação de Nódulos Tireoideanos? Existe algum preparo específico?

Atualizado em: 23/06/2023
Tempo de leitura: 4 minutos
A radioablação de nódulos de tireoide é um procedimento que pode ser utilizado como forma alternativa de tratamento de nódulos da glândula tireoide e hipertireoidismo, assim como em situações de recidiva de nódulos após cirurgia ou em pacientes com alto risco cirúrgico. Saiba mais!
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Como Funciona A Radioablação De Nódulos Tireoideanos? Existe Algum Preparo Específico?

A radioablação consiste em um procedimento minimamente invasivo que utiliza ondas de radiofrequência para destruir tecido em uma área específica do corpo. É frequentemente usado para tratar nódulos no fígado, por exemplo. Na área da Cabeça e Pescoço, devido à grande frequência de nódulos tireoidianos na população em geral, temos tentado ser menos invasivos, criando métodos alternativos de tratamento, evitando cirurgias maiores e poupando função da glândula tireoide.

Nesse artigo abordaremos o funcionamento da radioablação, assim como as indicações e preparo para o procedimento. Leia até o final e tire suas dúvidas!

Quais as indicações da radioablação?

A radioablação da tireoide é uma opção de tratamento que pode ser considerada para pacientes com as seguintes condições:

Nódulos tireoidianos benignos sintomáticos

Quando o nódulo tireoideano apresenta grande volume e, por este motivo, causa sintomas compressivos, ele pode levar a desconfortos como compressão na traqueia, dispneia (falta de ar), dificuldade em engolir, sensação de compressão cervical ou dor. Nesses casos, quando se descarta a malignidade associada aos nódulos através de punções por agulha fina (PAAF), a radioablação pode ser usada para reduzir o tamanho do nódulo e aliviar os sintomas.

Hipertireoidismo

A radioablação pode ser usada para tratar o hipertireoidismo, uma condição em que a tireoide produz hormônios tireoidianos em excesso, como uma alternativa à terapia com iodo radioativo, ao uso de medicações anti-tireoideanas ou à cirurgia.

Recidiva de nódulos tireoidianos após a cirurgia

A radioablação pode ser usada para tratar nódulos que crescem novamente após a remoção cirúrgica da tireoide, como forma de evitar reabordagens, que aumentam o risco de lesões de estruturas nobres (nervos laríngeos, paratireoides e etc).

Pacientes com risco cirúrgico elevado

Pacientes que não são bons candidatos para a cirurgia devido a problemas médicos preexistentes, idade avançada ou outros fatores de risco, podem ser candidatos para a radioablação.

Há, ainda, estudo em curso para entender se há segurança para realização de ablação por radiofrequência (radioablação) ou microondas de nódulos malignos, mas em nossa opinião, estes estudos precisam de mais tempo e maiores casuísticas para se comprovar a segurança e bons resultados para os pacientes.

É importante discutir com um médico especialista sobre as possíveis opções de tratamento para o caso específico e se a radioablação é adequada!

Como é o preparo para a radioablação?

O preparo para a radioablação da tireoide pode variar dependendo local e do médico responsável pelo procedimento, mas geralmente envolve as seguintes recomendações:

  • Exames prévios: avaliação da função da tireoide e do tamanho e localização dos nódulos, incluindo exames de sangue, coagulação, ultrassonografia e até cintilografia da tireoide
  • Restrição de iodo: alguns dias antes do procedimento, é possível que seja necessário evitar alimentos ricos em iodo, como frutos do mar, algas marinhas e suplementos de iodo
  • Interrupção de medicações: alguns medicamentos, como hormônios tireoidianos, anticoagulantes, medicações relacionadas ao sistema nervoso e psiquiátricas podem precisar ser interrompidos por um curto período antes do procedimento. 
  • Jejum: geralmente é necessário ficar em jejum por algumas horas antes do procedimento, devido ao uso de sedação ou mesmo anestesia geral, em alguns casos.

É importante seguir todas as orientações antes do procedimento, para garantir que ele seja realizado com segurança e eficácia!

Como funciona a radioablação?

Durante a radioablação, o paciente é colocado na mesa de exame/procedimento e o Cirurgião de Cabeça e Pescoço (ou o Radiologista) pode realizar uma ultrassonografia para guiar o procedimento.

A partir de então, faz-se uma anestesia local (como a do dentista, infundindo uma solução anestésica abaixo da pele) e insere-se uma agulha que irá alcançar o nódulo a ser submetido à ablação.

Esta agulha, uma vez posicionada, é conectada ao aparelho de radiofrequência ou microondas, sendo acionado, o que causa uma espécie de “queimadura” nos tecidos ao redor da ponta da agulha, levando a um processo inflamatório local e, posteriormente, à redução de volume e funcionamento daquela região. Repete-se este procedimento tridimensionalmente em todo o nódulo ou em grande parte dele, fazendo com que haja redução significativa de volume depois de alguns meses do procedimento.

O procedimento geralmente leva cerca de 30 minutos a 1 hora, podendo se prolongar em alguns casos. Após, o paciente é monitorado por um curto período de tempo antes de ser liberado para ir para casa.

Embora a radioablação da tireoide seja geralmente considerada um procedimento seguro e minimamente invasivo, podem ocorrer efeitos colaterais, como dor no pescoço, febre baixa, náusea, vômito ou sensação de garganta seca. Outras preocupações envolvem a proximidade de estruturas nobres, como as paratireoides, nervos laríngeos e vasos sanguíneos da região cervical. 

A radioablação é uma boa opção de tratamento visto os benefícios que traz ao paciente por ser uma intervenção minimamente invasiva. Porém, sempre é importante discutir os possíveis riscos e benefícios do procedimento com um médico especialista para definição da melhor conduta!

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Dr. Arthur Vicentini da Costa Luiz

CRM-SP 154.086
Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

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