
A leucoplasia oral é uma condição caracterizada pelo aparecimento de manchas ou placas brancas na mucosa da boca, como língua, bochechas, gengivas e céu da boca (palato).
Essas lesões podem ser ásperas ou lisas e não são facilmente removidas. A leucoplasia oral é considerada uma lesão pré-cancerígena, o que significa que pode evoluir para um câncer oral em alguns casos, quando os fatores de risco não são combatidos e/ou não há tratamento adequado.
A ocorrência de leucoplasia oral varia em diferentes regiões do mundo. No entanto, é uma condição relativamente comum, afetando principalmente adultos acima de 40 anos.
Neste artigo, abordaremos em detalhes a leucoplasia oral, incluindo quais são suas causas e sintomas e como é realizado o tratamento. Leia até o final e tire as suas dúvidas!
As causas da leucoplasia oral não são totalmente compreendidas, mas uma combinação de fatores pode contribuir para o seu desenvolvimento. Alguns dos principais fatores associados incluem:
É importante observar que a presença desses fatores de risco não garante o desenvolvimento da leucoplasia oral, mas eles podem aumentar a probabilidade de ocorrência da condição.
A melhor maneira de prevenir a leucoplasia oral é evitar o uso de tabaco, moderar o consumo de álcool, manter uma boa higiene bucal e realizar exames regulares da cavidade oral com um profissional de saúde adequado (Dentista), bem como manutenção regular de próteses e implantes dentários.
A leucoplasia oral geralmente não apresenta sintomas específicos, principalmente nas fases iniciais. No entanto, à medida que a condição progride, podem surgir os seguintes sinais e sintomas:
A característica principal da leucoplasia oral é a presença de manchas brancas ou placa na mucosa oral. Essas lesões podem variar em tamanho, forma e textura. Elas podem ser planas, elevadas, rugosas ou lisas.
As manchas brancas da leucoplasia oral geralmente não desaparecem quando raspadas ou escovadas. Diferentemente das lesões causadas por feridas ou traumas, as lesões da leucoplasia oral tendem a persistir.
Em alguns casos, a leucoplasia oral pode causar desconforto, como uma sensação de queimação ou dor na área afetada. Esses sintomas podem ser mais perceptíveis ao consumir alimentos ou líquidos quentes, picantes ou ácidos.
É importante ressaltar que a leucoplasia oral pode ser assintomática em muitos casos e pode ser detectada durante exames de rotina ou consultas odontológicas.
É essencial consultar um profissional de saúde se houver a presença de manchas brancas (ou avermelhadas - as conhecidas eritroplasias) persistentes na boca, mesmo que não haja sintomas óbvios.
O tratamento da leucoplasia oral geralmente depende da gravidade da lesão e do risco de progressão para câncer oral. O objetivo principal do tratamento é remover as lesões e prevenir a recorrência. As opções de tratamento incluem:
Se a leucoplasia oral estiver relacionada ao tabagismo ou consumo excessivo de álcool, é essencial interromper esses hábitos. Parar de fumar e reduzir ou eliminar o consumo de álcool podem ajudar a diminuir o risco de progressão para câncer oral.
Em alguns casos de leucoplasia oral de baixo risco, o profissional de saúde pode optar por apenas monitorar a lesão de perto. Isso pode envolver exames regulares para avaliar possíveis mudanças ou progressão da doença.
Dependendo da extensão e localização da leucoplasia oral, o profissional de saúde pode recomendar a remoção cirúrgica das lesões. Isso pode ser feito por meio de técnicas como a escarificação ou por meio de uma biópsia.
Em alguns casos, o tratamento a laser pode ser utilizado para remover as lesões da leucoplasia oral. A terapia a laser pode ser menos invasiva do que a cirurgia tradicional e pode ajudar a eliminar as lesões de forma precisa.
Em certos casos, o uso de medicamentos tópicos, como cremes ou enxaguantes bucais contendo agentes quimioterápicos ou imunossupressores, pode ser recomendado para tratar as lesões da leucoplasia oral.
É fundamental consultar um dentista ou médico especializado para avaliar e determinar o tratamento mais apropriado para cada caso de leucoplasia oral.
Além disso, o acompanhamento de rotina é importante para monitorar possíveis recorrências ou o desenvolvimento de câncer de cavidade oral!