Dr. Arthur Vicentini

Tireoidectomia

Atualizado em 28/07/2021
Tempo de leitura: 2 min.
Ao Fundo Da Imagem, Há Um Médico Com O Ultrassom No Pescoço De Uma Mulher Deitada.
Tireoidectomia 2

Tireoidectomia

Como dissemos em um recente artigo publicado aqui em nossa página, vamos discutir alguns aspectos relacionados às cirurgias de Tireoide, tanto total quanto parcial, e os tratamentos complementares.

Mas, antes disso, é preciso saber mais sobre o procedimento em si, bem como toda a sua história. Continue lendo para descobrir!

O que é a tireoidectomia?

A Tireoidectomia é, como relatamos, um procedimento muito frequente nos dias atuais, com excelentes resultados e baixos índices de complicações quando realizado por cirurgiões bem preparados e experientes.

Mas nem sempre foi assim. A história da tireoidectomia é controversa, e há quem diga que a primeira cirurgia para ressecção da glândula, num caso de bócio (aumento difuso, com sintomas compressivos das vias digestiva e/ou respiratória), ocorreu ainda na Antiguidade, no século V a.C.

No entanto, as complicações e o risco de problemas graves eram tão grandes que, em pleno Século XIX d.C., os famosos e respeitados cirurgiões Robert Liston e Samuel Gross afirmavam que a tireoidectomia era “um procedimento inimaginável”, e que nenhum cirurgião deveria tentar tal feito, devido aos riscos de hemorragia e óbito.

Felizmente, no início do Século XX, com contribuições de diversos precursores, o cirurgião suíço Emil Theodor Kocher padronizou a técnica da cirurgia, reduzindo as taxas de mortalidade de quase 50 para 6% e, com este trabalho, ganhou o Prêmio Nobel da Medicina em 1909. Vale ressaltar que a técnica de Kocher é ainda amplamente utilizada nos dias de hoje, tendo sofrido algumas modificações, mas mantendo suas bases pouco alteradas.

Tireoidectomia: procedimento

A tireoidectomia consiste, em linhas gerais, em retirar a glândula tireoide, uma glândula endócrina, produtora de diversos hormônios que ajudam a regular as taxas de metabolismo do corpo, e que estão associados, entre si, com outros vários órgãos e demais glândulas do sistema endócrino, formando um complexo mecanismo de feedback (ou, em português, retroalimentação).

É muito importante preservar as estruturas nobres presentes no pescoço, e intimamente relacionadas com a tireoide, devido à sua posição anatômica.  As principais estruturas são vasos sanguíneos e linfáticos, os nervos laríngeos (responsáveis pela movimentação e funcionamento das pregas vocais - chamadas, popularmente, de “cordas vocais”) e as paratireóides (pequenas glândulas endócrinas de número variável - normalmente são quarto, com tamanho médio semelhante a uma lentilha, e que participam do controle e metabolismo do cálcio em nosso organismo).

Continuaremos falando sobre a Tireoide, suas doenças e tratamentos específicos nos próximos artigos! Fiquem atentos!

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